Adalberto Rezende, da redação



A data de 17 de maio foi instituída pela UNESCO como o Dia Internacional da Reciclagem, a qual abre espaço para ações que visam à conscientização sobre o consumo de produtos acondicionados em embalagens plásticas ou fabricadas com outros materiais, por exemplo, além do descarte correto, reuso e reintegração de materiais na cadeia produtiva.


Empresas e instituições de pesquisa e ensino ligadas ao setor dos plásticos no Brasil dão exemplos de como contribuir para que a reciclagem ganhe cada vez mais espaço na sociedade, de forma a transcender o chão de fábrica e o ambiente onde são desenvolvidos estudos focados no reaproveitamento de polímeros.

 

A BASF, com matriz na Alemanha e fábrica em Guaratinguetá (SP), promove a economia circular pelo incentivo ao uso de aditivos e soluções que possibilitem melhorar as características de materiais plásticos provenientes da reciclagem como, por exemplo, o seu portfólio de produtos B-Cycle. Sobre este assunto, Fernando Henrique Diniz, responsável por modelos de negócios baseados na economia circular da companhia, comentou que, “vemos uma jornada consistente em direção a uma economia circular mais robusta, tendo como resultado a fabricação de produtos com maior valor agregado que vão retornar para o consumidor”. 

 


A Coopermiti, cooperativa especializada na reciclagem de materiais provenientes de aparelhos eletrônicos e de embalagens pós-consumo, com unidade em São Paulo (SP), tem como premissa orientar empresas, estabelecimentos comerciais e consumidores sobre a destinação correta desses materiais. De acordo com informações da cooperativa, suas ações levaram ao recolhimento de mais de 5,5 mil toneladas de materiais provenientes de equipamentos eletrônicos e de 1.800 toneladas de embalagens pós-consumo. Alex Pereira, presidente da empresa, complementou dizendo que “é necessário que a sociedade se engaje cada vez mais na separação dos materiais recicláveis, facilitando a coleta seletiva e o trabalho das cooperativas. As empresas devem investir em políticas de responsabilidade socioambiental para garantir que suas embalagens sejam recicladas de forma adequada”.


 

A Lar Plásticos, empresa que atua na fabricação de diversos itens feitos a partir de resinas recicladas, com unidade fabril em Atibaia (SP), também promove ações que têm como objetivo incentivar o consumo de produtos desse tipo e agregar valor a eles. Leonardo Marino, diretor industrial da companhia, explicou como funcionam alguns dos trabalhos conduzidos pela fabricante: “desenvolvemos junto com os nossos parceiros soluções customizadas para o gerenciamento de resíduos em empresas, instituições e municípios, trabalhando no ciclo completo da recuperação, desde a triagem do plástico até a produção do produto final”. Há também projetos socioambientais que contam com o apoio da empresa, tais como o “Tampinha do Bem”, que promove a reciclagem de tampas plásticas e o direcionamento de recursos para instituições que fazem trabalhos sociais, além da realização de programas de reciclagem e economia circular em escolas. 

 


O Movimento Plástico Transforma, criado pelo Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), é uma das frentes de trabalho que contribuem para a promoção da reciclagem de polímeros e da economia circular. Recentemente, por meio deste projeto, foi inaugurado o espaço “Economia Circular do Plástico” no Museu Catavento, situado na capital paulista. Este espaço é um exemplo de como é possível reunir informações sobre os materiais plásticos de forma que a difusão a respeito da sua importância seja promovida de um modo divertido, principalmente quando o assunto é a conscientização sobre a reciclagem para crianças e adolescentes: no espaço são promovidos “games” sobre o consumo e descarte correto de materiais pós-uso e pós-consumo. Também são promovidas atividades sobre a gestão correta de materiais recicláveis.

 

 

A Unilever tem motivos para comemorar os bons resultados obtidos por meio de ações que promovem o uso de materiais plásticos reciclados na fabricação de embalagens. A companhia divulgou que, atualmente, as suas embalagens desenvolvidas para acondicionamento de diversos tipos de produtos são compostas por, aproximadamente, 27% de polímeros provenientes de materiais reciclados. De acordo com informações fornecidas à imprensa, a empresa já utiliza 100% de resina reciclada na fabricação de embalagens para o acondicionamento de molhos como ketchup. Suelma Rosa, Head de reputação e assuntos corporativos da companhia, comentou mais sobre os próximos passos: “nossas metas e ações contemplam as embalagens plásticas e os resíduos gerados em fábricas. No Brasil, o avanço é notório e conta com o envolvimento de todas as nossas marcas, o que certamente contribui para as metas globais da companhia. Estamos no caminho certo, com todos os nossos grupos de negócios e marcas unidos pelo mesmo objetivo”.

 

Que essas e outras muitas ações atualmente conduzidas por empresas e entidades que trabalham em prol da reciclagem, economia circular e sustentabilidade em âmbito nacional e global estimulem o desenvolvimento de novos projetos, visando contribuir para a valorização não só dos plásticos e outros materiais reciclados, mas também para o fortalecimento da conscientização sobre o consumo de produtos e a destinação correta dos, até agora assim chamados, resíduos. Denominação que já passou da hora de ser alterada.

 

 

Imagens: BASF, Coopermiti, Movimento Plástico Transforma e Freepik. 

 

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