A ABIEF – Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis – divulgou que o consumo de embalagens plásticas flexíveis foi de 1,164 milhão de toneladas no primeiro semestre de 2026, indicando alta de 2,6% em relação ao mesmo período de 2025. Essas informações foram obtidas a partir de um estudo realizado pela MaxiQuim (Porto Alegre, RS).
De acordo com o levantamento, apesar do aumento do consumo de embalagens flexíveis este ano, a produção nacional foi de 1,140 milhão de toneladas, com queda de 0,7% na comparação anual e retração de 2,8% em relação ao segundo semestre de 2025.
Fazendo um recorte por tipo de material utilizado na fabricação do 1,140 milhão de toneladas de embalagens flexíveis produzidas no primeiro semestre de 2026, de acordo com um comunicado à imprensa, o polietileno de baixa densidade (PEBD) e o polietileno linear de baixa densidade (PEBDL) representam juntos a produção de 828 mil toneladas, 73% do montante; polietileno de alta densidade (PEAD) foi utilizado na fabricação de 141 mil toneladas de embalagens flexíveis, 12% do volume total; e polipropileno (PP) representa a produção de 171 mil toneladas, 15% do total.

Também foi percebido que no segundo trimestre de 2026 a produção com PP recuou 5,1% em comparação ao primeiro trimestre e teve retração de 5% na comparação anual, enquanto a produção com PEAD aumentou 1,2% no trimestre e teve alta de 1,9% sobre o segundo trimestre de 2025.
Ainda no segundo trimestre de 2026 foi percebido que a produção total chegou a 565 mil toneladas, representando recuo de 1,7% frente ao primeiro trimestre e retração de 1,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Já o consumo aparente foi de 583,4 mil toneladas, indicando alta de 0,5% no trimestre e de 2,9% em bases anuais.

O estudo mostrou que houve avanço expressivo nas importações, ao passo que as exportações brasileiras diminuíram: as importações de filmes e embalagens plásticas flexíveis somaram 69 mil toneladas no primeiro semestre, aumento de 33,4% em relação ao primeiro semestre de 2025 e alta de 27,2% quando comparado com o segundo semestre daquele ano.
No que tange às exportações – somando 45 mil toneladas –, houve queda de 30,7% na comparação anual e retração de 17,1% em relação ao semestre anterior. Conforme foi divulgado pela ABIEF, o saldo comercial passou de superávit de 13 mil toneladas no primeiro semestre de 2025 para déficit de 24,2 mil toneladas no primeiro semestre desse ano.
“O resultado mostra um descolamento entre a demanda e a produção nacional. Não se trata, portanto, de falta de mercado. O ponto crítico é que no segundo trimestre de 2026, o Brasil consumiu 18,4 mil toneladas a mais do que produziu. Entendemos que este avanço de consumo foi capturado, essencialmente, pelo produto importado”, comentou Eduardo Berkovitz, presidente da ABIEF.
Uso de resinas recicladas aumentou 8,9%
Conforme os dados atualizados divulgados pela ABIEF, no segundo trimestre de 2026, 95% da produção brasileira de embalagens flexíveis utilizou resina virgem e 5% material reciclado, representando cerca de 28 mil toneladas de plásticos reciclados na produção total de 565 mil toneladas. Entretanto, o uso de material reciclado aumentou 5,6% em relação ao primeiro trimestre deste ano e teve alta de 8,9% em comparação com o segundo trimestre de 2025. A produção com resina virgem teve queda de 2% no trimestre e recuo de 1,8% na comparação anual.
“Esses dados são relevantes e mostram que o reciclado cresce em ritmo superior. O problema é que parte de uma base ainda reduzida. Acreditamos que sua expansão dependerá de oferta estável, qualidade e rastreabilidade da resina pós-consumo, adequação às aplicações, segurança regulatória e capacidade de absorção dos custos adicionais”, pontuou Eduardo Berkovitz.
Gráficos: Divulgação.
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