A ABRE – Associação Brasileira da Embalagem – (São Paulo, SP) divulgou dados atualizados do “Estudo Abre macroeconômico da embalagem e cadeia de consumo no Brasil”, elaborado pela associação em parceria com o FGV IBRE – Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas – (Rio de Janeiro, RJ).

De acordo com o levantamento, houve aumento de 1,6% na produção de embalagens plásticas no segundo trimestre de 2026, ao passo que a produção de embalagens em geral aumentou 2,4% no mesmo período em comparação com o trimestre anterior, com ajuste sazonal.

 

As exportações brasileiras de embalagens somaram US$ 363,9 milhões de janeiro a julho de 2026, aumento de 11,8% em relação ao mesmo período de 2025, sendo o setor de plásticos responsável por 35,8% do total exportado. As importações acumularam US$ 363,3 milhões, crescimento de 2,2% na comparação anual, com o setor de plásticos representando 0,4% das importações.

 

As partes envolvidas na realização do estudo preveem que a produção de embalagens vai crescer 0,2% em 2026, após retração de 0,3% em 2025. O intervalo estimado para o ano varia entre queda de 0,2% e alta de 0,6%. Por outro lado, foi percebido que a indústria de transformação teve retração de 0,1% no segundo trimestre deste ano.

 

Mudanças no comportamento do consumidor também são previstas pelos idealizadores do estudo, fator que influencia a demanda por embalagens. Conforme foi divulgado pela ABRE, as projeções indicam que o consumo das famílias deve crescer 2,0% em 2026, após alta de 1,3% no ano anterior.

 

Em se tratando de setores diretamente relacionados à demanda por embalagens, foi percebido que houve crescimento no segmento de bebidas, com avanço de 3,9%, seguido pela indústria metalúrgica, 1,8%, varejo e varejo de não duráveis, 1,5% cada, e alimentação fora de casa, 1,5%. Entretanto, o segmento de alimentos teve retração de 1,5% e produtos químicos recuou 0,7%, enquanto farmoquímicos e farmacêuticos retraíram 3,5% e fumo 7,3%.

 

A consolidação do comércio eletrônico também foi apontada como fator que pode alterar a demanda por diferentes tipos de embalagens, abrangendo a disseminação de medicamentos à base de GLP-1, as chamadas “canetas emagrecedoras”. A análise mostrou que o aumento do consumo desses produtos pode reduzir o consumo de, por exemplo, alimentos processados e fast-food, ao passo que pode levar ao incentivo ao consumo de produtos considerados saudáveis, assim como cosméticos e farmacêuticos.

 

“O comportamento do consumidor está mais fragmentado e sensível à renda, ao crédito, aos preços e às novas tendências de saúde e bem-estar. Para a cadeia de embalagens, isso exige mais capacidade de adaptação, leitura de mercado e desenvolvimento de soluções alinhadas às mudanças nas categorias de consumo”, comentou Tiago Heleno Forte, presidente do conselho de administração da ABRE.

 

"O estudo mostrou que iniciamos um período de desaceleração do ritmo de crescimento da economia e do mercado, e, consequentemente, da produção e do consumo, o que faz com que as empresas revejam a sua estratégia e apoiem processos de inovação de produtos voltados para o momento de vida do consumidor: poder de compra reprimido e maior preocupação com o autocuidado" pontuou Luciana Pellegrino, presidente executiva da ABRE.


 

Gráficos: Divulgação.

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