A Rede pela Circularidade do Plástico, iniciativa mobilizada pela Abiplast, está completando oito anos de atuação em 2026 com a ampliação de seus projetos integrados para aumentar a reciclabilidade de embalagens no Brasil. Baseada em cinco eixos estratégicos que conectam desde o projeto até o mercado reciclador, a Rede articula ações em todo o território nacional para aumentar a disponibilidade de resina pós-consumo (PCR). O movimento assumiu também o compromisso de adequar a indústria às exigências do Decreto nº 12.688/2025, que estabelece metas progressivas de recuperação de embalagens e uso de conteúdo reciclado no País.

 

No campo operacional, projetos como o Recicla Cidades demonstram a viabilidade da logística reversa em municípios do litoral paulista, resultando na recuperação de milhões de embalagens. Complementarmente, o programa CirculaFlex tem foco na complexidade das embalagens flexíveis, monitorando a destinação correta e capacitando cooperativas para garantir que o material triado atenda aos requisitos de qualidade exigidos pelos transformadores.


A frente técnica de desenvolvimento é sustentada pelas plataformas Retorna e Circularize. Enquanto a primeira auxilia empresas na avaliação técnica de embalagens ainda na fase de design, alinhando projetos às reais condições de reciclagem do mercado, a segunda promove o fortalecimento da conexão entre cooperativas e recicladores. O foco central é garantir a rastreabilidade e a padronização do material, fatores determinantes para a eficiência do processo de transformação industrial.

 

Para garantir a perenidade do sistema, a Rede investe na capacitação da base da cadeia em parceria com a universidade iWrc, oferecendo formação técnica à distância para profissionais de triagem. Essa qualificação enfatiza a habilidade de identificação e separação precisa de polímeros, etapa essencial para reduzir a contaminação e aumentar o valor agregado do PCR. Com 60 membros ativos, a iniciativa consolida um modelo de gestão sistêmica que prepara o setor plástico para os novos desafios regulatórios e econômicos da economia circular.

 

Imagem: Rede

 

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