A Promix Solutions AG (Suíça) e a STC Spinnzwirn GmbH (Alemanha) anunciaram o desenvolvimento conjunto de um processo de extrusão para produção de grama sintética com estrutura microcelular. A tecnologia, baseada na integração do sistema Promix Microcell em linhas de extrusão de fibras da STC, visa aumentar o volume dos filamentos de poliolefinas (como o PELBD) e reduzir o consumo de matéria-prima em até 20%. O método
responde à crescente demanda global por revestimentos sintéticos de alto desempenho e com aparência natural para áreas de lazer e complexos hoteleiros.
O processo consiste na adição precisa de gases neutros, como CO₂ ou nitrogênio (N₂), diretamente ao fundido durante a extrusão. Utilizando uma técnica especial de mistura e resfriamento, o gás é completamente dissolvido na massa polimérica sob temperatura estabilizada. Na saída da matriz, a queda de pressão no fluxo ocasiona a formação de bolhas microcelulares extremamente finas e uniformes no interior das fibras, conferindo-lhes uma espessura 10% a 20% superior à dos filamentos convencionais, sem comprometer a estabilidade no estiramento.
Em termos de propriedades mecânicas, os dados técnicos apurados pelas empresas apontam para a manutenção do desempenho estrutural das fibras. Para um monofilamento de PELBD com dimensões aproximadas de 1,5 x 0,25 mm, o alongamento até a ruptura se manteve em 75%, contra 81% das fibras convencionais. Esses parâmetros permitem que o tapete final apresente maior densidad
e visual, além da economia de matéria-prima para manter a gramatura padrão.
A morfologia das células observada nas fibras (imagem ao lado) também impacta a estética e a funcionalidade do produto final. Na superfície, elas criam uma textura levemente rugosa e variações naturais de tonalidade no verde das lâminas, conferindo um aspecto menos artificial. No entanto, devido às severas exigências de abrasão em aplicações esportivas, o uso em campos de futebol ainda está em fase de testes envolvendo o encapsulamento da estrutura microcelular com uma camada externa sólida, pelo processo de coextrusão, para garantir maior resistência ao desgaste.
A tecnologia demonstrou alta escalabilidade, com os sistemas (imagem ao lado) operando com taxas de produção entre 100 kg e 600 kg por hora. Além da grama sintética, a Promix Solutions e a STC avaliam a expansão do uso da tecnologia para fibras de poliéster, polipropileno (PP) e poliamida (PA) destinadas à indústria têxtil e de carpetes.
Imagens: Promix / Spinnzwirn
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