A substituição de aditivos condutores convencionais por nanotubos de grafeno pode reduzir a pegada de carbono de polímeros técnicos em até 26%. A experiência foi validada por um estudo de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) em conformidade com as normas ISO 14040/14044 e utilizou os nanotubos de carbono da OCSiAl (Luxemburgo), com foco na otimização de materiais para setores como automotivo e construção. Ao utilizar dosagens mínimas — na ordem de centésimos ou décimos de percentual — foi possível substituir cargas condutoras tradicionais, reduzindo emissões no transporte e no processamento industrial em escala global.

 

Enquanto aditivos tradicionais como o negro de fumo demandam altas concentrações que podem comprometer as propriedades mecânicas e a processabilidade do polímero, os nanotubos de grafeno mantêm a integridade da matriz. Isso resulta em um uso mais eficiente de matéria-prima e na simplificação do processamento, reduzindo o desperdício e o consumo energético durante a fabricação de componentes condutores.

 

Os dados da pesquisa indicam que a redução mínima de emissões é de 5%, podendo atingir patamares mais elevados dependendo do sistema polimérico e do aditivo substituído. A análise abrangeu todo o inventário de materiais, desde a extração das matérias-primas até o descarte, evidenciando que a baixa dosagem do grafeno compensa significativamente as emissões intrínsecas à fabricação de materiais condutores.

 

O uso dos nanomateriais pela indústria de transformação de plásticos também pode melhorar o desempenho técnico de dispositivos eletrônicos, por exemplo, além de responder às pressões regulatórias por produtos de menor impacto ambiental.

 

Imagem: Ocsial

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