Um projeto chamado “BioICEP – Bio Innovation of a Circular Economy for Plastics” (ou, Bioinovação da economia circular para os plásticos, em tradução livre), do qual faz parte o Aimplas – Instituto Tecnológico del Plástico (Espanha), tem como objetivo transformar plásticos não biodegradáveis em materiais de base biológica para a indústria de embalagens e o setor farmacêutico.

Trata-se de um programa a partir do qual foram realizados tratamentos químicos e biotecnológicos visando à transformação de resinas sintéticas em bioplásticos biodegradáveis. Isso também envolveu a condução de métodos baseados no uso de micro-ondas e de extrusão reativa para acelerar a biodegradação de resíduos plásticos de origem fóssil.
De acordo com o Aimplas, foi feito um pré-tratamento de materiais plásticos como, por exemplo, polietileno de baixa densidade usando a degradação termoquímica assistida por micro-ondas, o que proporcionou a obtenção de polímeros cuja degradação total ocorreu em menos de 28 dias. Também foi feita a despolimerização de poliamidas para a obtenção dos seus monômeros, envolvendo a participação de microrganismos.

O uso do processo de extrusão reativa teve como premissa a alteração da estrutura das cadeias dos polímeros ensaiados, de forma a acelerar a biodegradação desses plásticos.
O programa BioICEP conta com a participação de instituições de pesquisa e ensino situadas em diversos países, tendo como foco o desenvolvimento de trabalhos colaborativos a partir da contribuição de diferentes áreas da cadeia produtiva do plástico.
Trabalhos centrados na combinação de diferentes processos, tais como decomposição química e redução do peso molecular de polímeros, estão em fase de desenvolvimento.
Imagens: Aimplas.
Leia também:
Movimento Circular busca parceiros
Reciclagem química e mecânica não competem entre si
Indorama aumenta a capacidade de reciclagem em Minas Gerais
#Aimplas #Bioplásticos #Pesquisa #PlásticoIndustrial
Mais Notícias PI
Parceria da Clariant com a Borealis e o instituto SINTEF resultou na remoção de contaminantes de óleo de pirólise, convertendo quimicamente resíduos de difícil reciclagem em materiais de alta pureza com propriedades equivalentes às de poliolefinas virgens.
16/03/2026
Com aporte de 111 milhões de euros, a nova unidade da empresa finlandesa vai ter capacidade de 150 mil toneladas anuais. A companhia defende a revisão das regras da União Europeia para garantir que o refino químico seja contabilizado nas metas globais de conteúdo reciclado.
16/03/2026
A Plastek e a Plasbrink uniram forças para transformar o descarte de tampas de PE e PP em linhas de brinquedos educativos doados a instituições de apoio à infância.
10/03/2026