Adalberto Rezende, da redação



 

A Grisea Biotecnologia, startup situada no Rio de Janeiro (RJ), desenvolveu pellets de bioplástico produzidos a partir de algas marinhas, os quais foram usados na fabricação de corpos de prova que já estão sendo submetidos a testes. Trata-se de um projeto que está sendo realizado em parceria com uma empresa do setor de plásticos e que tem como objetivo a produção em escala de bioplásticos, em nível industrial.


Além disso, a startup carioca, fundada em 2021, tem interesse em estabelecer parcerias com companhias e instituições de pesquisa e ensino ligadas à indústria do plástico para o desenvolvimento de produtos, aperfeiçoamento e/ou adaptação de processos, além de criação de ações que incentivem o uso de biopolímeros, por exemplo.


 

Felipe Teixeira, fundador e CEO da Grisea, que concedeu entrevista à Plástico Industrial, explicou que atualmente o trabalho se encontra em fase de testes dos corpos de prova feitos com bioplásticos provenientes das algas (fotos). Segundo ele, até o momento, o foco do projeto é a melhora das propriedades de bioplásticos que estão sendo testados.


 

Outro fator intrinsecamente ligado ao trabalho de desenvolvimento de bioplásticos é a preocupação com o meio ambiente. “As algas são fornecidas por produtores credenciados, também conhecidos como “fazendas”, que se concentram no litoral sul do Estado do Rio de Janeiro, litoral norte do Estado de São Paulo e também em Santa Catarina. Optamos por seguir esse caminho, ao invés de escolher a coleta de algas presentes na natureza, visando impactar o menos possível o meio ambiente”, disse.


Daí em diante, a startup atua no desenvolvimento de bioplásticos com propriedades compatíveis com processos produtivos já consolidados, tais como extrusão e injeção. Aliás, Felipe salientou que o foco da empresa sempre foi, partindo das algas marinhas, “desenvolver bioplásticos que pudessem ser processados e testados em extrusoras e injetoras”.



 

Olhem mais para as startups

 

O fundador da Grisea Biotecnologia comentou que o interesse nos bioplásticos oriundos de algas marinhas tem sido manifestado por profissionais do ramo de embalagens e filmes plásticos. Ele também mencionou que a empresa vislumbra parcerias com players do setor de cosméticos.

 


“Há startups conduzindo ótimos trabalhos no setor de bioplásticos como, por exemplo, projetos que envolvem o processamento do caroço do açaí, a criação de biopolímeros a partir de bactérias, entre muitos outros. É importante fazer um apelo para que as empresas do setor de plásticos olhem mais para as startups, que podem contribuir muito para o desenvolvimento de materiais plásticos mais amigáveis ao meio ambiente, e que proporcionem vantagens em relação aos materiais tradicionais”, concluiu.


A companhia integra um hub de startups que é parte de um programa gerenciado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pode ser contatada pelo seu site e pelo e-mail griseabiotec@gmail.com.


 

 

Imagens: Felipe Teixeira/Grisea Biotecnologia/Divulgação.


 

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