O mercado global de poli(tereftalato de etileno) (PET) entrou em 2026 apresentando uma demanda retraída, volatilidade nos fretes e forte dependência de gatilhos sazonais para obter direcionamento, de acordo com relatório publicado pela britânica Independent Commodity Intelligence Services (ICIS), de autoria de Caroline Murray.

 

O setor enfrenta dificuldades para elevar as taxas de operação de forma significativa em diversas regiões, enquanto os fluxos comerciais globais se deslocam continuamente em busca das fontes de menor custo. O cenário é definido pela autora como uma competição agressiva de importações e uma atividade comercial defensiva e cautelosa.

 

Na Ásia, o mercado é movido mais pela especulação e flutuações no mercado futuro do que pelos fundamentos de oferta e demanda. As taxas de operação na indústria de embalagens de PET na China registraram queda de 5% a 8% na comparação semanal no início do ano. Já na Europa, o sentimento é de crise estrutural, com diversos produtores lutando pela sobrevivência e operando abaixo das taxas de eficiência devido aos altos custos e à forte concorrência externa.

 

Dinâmicas regionais

 

Nas Américas, o mercado apresenta bolsões de resiliência, embora o volume de demanda na América Latina ainda permaneça abaixo das marcas históricas. O relatório indicou uma mudança significativa das rotas de suprimento, com o Brasil substituindo fornecedores do Sudeste Asiático pelos de origem turca no início de 2026. Já o México redirecionou suas importações para a Malásia e o Vietnã, enquanto a Argentina registrou aumento nas importações vindas da China.

 

Nos Estados Unidos, os preços do PET doméstico chegaram a cair abaixo dos valores de importação, em uma inversão incomum causada pela alta dos fretes e discussões políticas sobre tarifas. Em todas as regiões, gatilhos como o período do Ramadã no Oriente Médio, o Ano Novo Lunar na Ásia e a expectativa pelo aumento no consumo de bebidas no verão do Hemisfério Norte são os fatores aguardados para prover algum fôlego ao setor no segundo trimestre.

 

Imagem: Quality Stock Arts/Shutterstock

 

 

__________________________________________________________________________________

Assine a PI News, a newsletter semanal da Plástico Industrial, e receba informações sobre mercado e tecnologia para a indústria de plásticos. Inscreva-se aqui.

___________________________________________________________________________________


Imagem: Alpla


 

 

Conteúdo relacionado:


 

Alpla fecha 2025 com faturamento de 5,2 bi de euros


Campo Limpo registra crescimento recorde

 

Nova feira de embalagens industriais acontece em 2026

 

 

 



Mais Notícias PI



Indústria de moldes na Europa em alerta contra desindustrialização

Ao classificar a ferramentaria como a espinha dorsal da manufatura, a VDWF alerta que o desaparecimento de moldes "Made in Europe" compromete a capacidade de inovação e a independência tecnológica de todo o bloco econômico. Situação é semelhante no Brasil.

10/03/2026


Aumenta o consumo de plásticos de engenharia

Levantamento da Adirplast mostrou aumento da demanda por plásticos de engenharia em 2025, o que pode ser um marcador da qualificação e maturidade do mercado brasileiro.

03/03/2026


Crescimento com cautela, a receita para a distribuição de resinas

Levantamento da Adirplast apontou um aumento de 5,7% em volume de vendas, com destaque para o bom desempenho dos plásticos de engenharia. Porém, incertezas geopolíticas e macroeconômicas impedem projeções mais otimistas.

10/02/2026