As empresas do ramo de plásticos que pretendem modernizar o seu chão de fábrica para se aproximar do conceito de indústria 4.0 podem seguir diferentes caminhos.

 

Robô de seis eixos indicado para o processamento de plásticos

 

Apesar de a implementação de equipamentos conectados a sensores e redes digitais, que possibilitem a execução de trabalhos remotos, estar entre as preferências de quem enfrenta as dificuldades relacionadas à pandemia de Covid-19, o ramo de robótica industrial é uma das áreas que estão em maior evidência no que diz respeito a este assunto.

 

Atualmente, dentre as opções oferecidas por este segmento, existem autômatos de diversos portes que podem ser acoplados a máquinas e/ou integrados a linhas de produção. Seja para atuar em operações complementares ou individuais. Isso inclui injetoras e/ou linhas voltadas ao processamento de materiais poliméricos.

 

Indicado para trabalhos de retirada de peças confeccionadas em moldes, montagem de insertos, aplicação de desmoldantes, alimentação de máquinas ou para soldagem de plásticos por ultrassom, além de desbaste e polimento de superfícies, entre outros exemplos, um robô de seis eixos que recebeu o nome de C12XL (foto) foi lançado recentemente pela Epson, empresa que tem escritório regional em São Paulo (SP) e matriz no Japão.

 

O autômato pode processar cargas com peso de até 12 kg, seu braço apresenta alcance horizontal de 1.400 e 1.480 mm, no sentido da face de montagem e do centro de pulso, respectivamente, bem como peso de 63 kg, o que permite a sua instalação diretamente na estrutura de máquinas. Ele pode operar sob gradientes de temperatura até 40 ºC, conforme recomendação da fabricante.

 

Mesa do robô Epson de seis eixos

 

Uma característica que o diferencia de conjuntos robóticos tradicionais é o posicionamento de suas entradas para conexão de cabos (de alimentação, conexão com redes digitais etc.), dispostas na parte inferior da sua mesa (foto), ao invés de o ser na parte traseira.

 

 


 

 

 

 

 

Um exemplo de aplicação do robô C12XL pode ser visto no vídeo a seguir:

 

 

Como o robô C12XL possui a interface EuoMap 67, a comunicação com injetoras é feita normalmente. Enquanto ele aguarda o ciclo da injetora, também pode realizar outras tarefas como fazer inspeções por meio de sistemas ópticos ou montagem, e até aplicações de selantes, por exemplo”, disse Marta Machado, gerente de vendas da Epson.

 

Segundo ela, o modelo pode ser operado e/ou monitorado por meio de dispositivos móveis via ambientes virtuais, podendo também ser programado desta forma. “Muitos de nossos clientes usam nossa biblioteca NET para construir as suas próprias interfaces, assim como criar sistemas supervisórios para operar e monitorar os robôs. Ele também pode ser usado no processamento de embalagens, além de aparafusamento de conjuntos”, explicou.

 

O robô também pode ser configurado com sensores de giroscópio, cuja função é reduzir as vibrações residuais do conjunto em uma parada, o que leva à execução de movimentos mais suaves e consequentemente ciclos de trabalho mais rápidos.

 

São oferecidos ainda software de simulação de processos e itens opcionais. A companhia fornece treinamento e assistência técnica in loco.

 

Mais informações podem ser obtidas aqui. Acesse também os nossos guias de robôs manipuladores e do tipo pick and place, conhecidos também como robôs de arquitetura paralela.

 

Foto: Robô de seis eixos indicado para o processamento de plásticos desenvolvido pela Epson

 

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#Epson #Robôs #Indústria40 #Plásticos #Covid-19





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