A estiagem é um fenômeno cíclico e inevitável, que compromete a produtividade da agricultura. Porém, o uso de sistemas de irrigação localizada é capaz de transformar paisagens como a de Israel, originalmente seca ao extremo, em um ambiente propício ao cultivo de alimentos. Não por acaso, o país se transformou em pólo de desenvolvimento desses sistemas, exportando para o mundo todo a tecnologia que emprega materiais plásticos como auxiliares da produtividade no campo.

 

A israelense Netafim, por exemplo, encontrou no Brasil um forte mercado para os seus sistemas de gotejamento baseados na cobertura de vastas áreas com mangueiras plásticas equipadas com terminais e dispensadores de água e insumos agrícolas. Seus tubogotejadores são produzidos na fábrica local da empresa, em Ribeirão Preto (SP), utilizando apenas polietileno (PE) virgem. Aspersores, microaspersores e gotejadores que se adequam aos diversos cultivos também integram o portfólio de produtos da empresa.

Na irrigação por gotejamento, como é conhecida a técnica, mangueiras com emissores fornecem água e nutrientes de maneira localizada e na quantidade ideal para a planta, sem desperdício. Maxwell Soares da Silva (foto), especialista agronômico da empresa, comentou que o Brasil é um mercado em ascensão no que se refere ao uso de técnicas de irrigação, dentre as quais estão os métodos de superfície ( Inundação), aspersão, localizada (gotejamento superficial) e de subsuperfície (gotejamento subterrâneo). Em 2022, a unidade brasileira da Netafim foi uma das subsidiárias de destaque na operação global, com um crescimento de vendas de 30% em relação a 2021.

 

 

Paisagem transformada

 

O gotejamento transformou a realidade de regiões áridas em todo o mundo, e também do Vale do Rio São Francisco e de Mossoró (RN), grandes pólos exportadores de frutas. Nestas regiões, o índice pluviométrico é muito baixo durante o ano, sendo praticamente impossível produzir dependendo exclusivamente da chuva. Ali o gotejamento pode ser utilizado de forma conjunta com outras tecnologias de monitoramento do solo, como tensiômetros e estações meteorológicas, que proporcionam um ajuste mais fino da quantidade de água a ser ofertada à planta, conforme explicou o especialista. “A estação meteorológica fornece dados como a evapotranspiração, que é a quantidade de água que o solo perdeu pela evaporação, tendo também a transpiração, que é quantidade de água que a planta perdeu, necessitando assim repor essa água de acordo com a fase da cultura. Os tensiômetros auxiliam no fornecimento da informação da quantidade de água disponível no solo para a planta, servindo como ferramenta de quando se deve irrigar. Com essas informações fornecidas, o agricultor tem em mãos a escolha de quando irrigar e fertirrigar, utilizando os insumos e recursos naturais de forma mais precisa, produzindo com mais qualidade”, comentou Maxwell.

 

 

Fotos: Netafim


 


 

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