A fabricante global de embalagens Alpla anunciou o fechamento do ano fiscal de 2025 com um faturamento de 5,2 bilhões de euros, atuando com foco no setor de bebidas e fortalecendo o segmento de reciclagem.
De origem austríaca, a empresa também contabilizou aumento do número de funcionários para cerca de
25.500, em suas 206 unidades espalhadas pelo mundo. O desenvolvimento dos negócios na América do Norte e do Sul e os fortes resultados no segmento de moldagem por extrusão-sopro (EBM) foram apontados como fatores positivos que influenciaram o bom desempenho.
Em comunicado de imprensa, seu diretor comercial Nicolas Lehner atribui o desenvolvimento estável da empresa a decisões estratégicas de longo prazo, investimentos direcionados e planejamento consciente dos riscos, entre outros fatores. "Os mercados em crescimento podem mudar, a demanda pode flutuar e os custos podem aumentar. Vivenciamos isso em 2025, particularmente no mercado de bebidas e na reciclagem – e isso está tendo um impacto negativo em todo o setor. Isso torna ainda mais importante ter um plano claro e focar nos benefícios para o cliente”, esclareceu, lembrando que as margens em todo o setor estão sob pressão devido ao aumento dos custos e à fraca demanda, principalmente na Europa Ocidental.
Presente no Brasil desde 1998 e com unidades produtivas nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, a Alpla apostou forte na sua divisão de reciclagem , mesmo enfrentando condições adversas devido aos processos regulatórios na União Europeia e às persistentes questões de preços. "O material novo é muitas vezes mais barato do que o material reciclado. Com a queda da demanda e o aumento dos custos, cresce o risco de importações de baixa qualidade. Se a UE não tomar medidas para combater isso, o PPWR terá um efeito contrário ao desejado", alertou Lehner.
Ainda assim, as novas metas de reciclagem da empresa para 2030 incluem projetos inovadores, como a recente cooperação com a NTCP, na Holanda, para a produção de PEAD reciclado de grau alimentício. A proporção de material reciclado pós-consumo (PCR) no grupo deverá aumentar para 30% até 2030.
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Imagem: Alpla
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