Um novo material composto por 85% de poliamida 6 (PA 6) reciclada quimicamente e o restante de poliamidas de fonte renovável destinado à fabricação de filamentos para manufatura aditiva (impressão 3D) foi desenvolvido de forma cooperativa por um consórcio de empresas europeias.
Formado pela alemã Lehvoss, a italiana Aquafil, a UltiMaker (Países Baixos) e a maltesa Thought3D – que
detém as marcas Drywise e Magigoo –, o grupo conseguiu contornar limitações associadas à logística reversa do material e, principalmente, à absorção de água pelo filamento. Como a poliamida é higroscópica, ela deixa de ser imprimível algumas horas após ser seca, mesmo quando mantida em uma câmara de baixa umidade (drybox). E como o material não pode receber aditivos para estabilização térmica, evitar que o filamento passe por múltiplos ciclos de secagem é fundamental para evitar a sua degradação.
Essa questão foi trabalhada pela divisão Drywise da Thought3D, que desenvolveu um secador para atuar em linha com a impressora 3D, removendo a umidade das seções de filamento até mesmo durante a impressão. Isso faz com que o filamento esteja seco de forma consistente, desde a primeira até a última camada.
A Ultimaker, desenvolvedora das linhas de impressoras 3D Ultimaker e MakerBot, certificou o secador DryWise para uso com filamentos higroscópicos, a exemplo das poliamidas, que exigem secagem intensa e, em alguns casos, até se degradam durante a impressão de uma peça, limitando o seu uso no processo.
Retorno à produção
O desafio da logística reversa da poliamida em final de vida é objeto de um projeto piloto desenvolvido na região DACH (Alemanha, Áustria, Suíça) que se beneficiará da vasta experiência da italiana Aquafil no assunto. Produtora de PA, a empresa desenvolveu o sistema de regeneração desse material. Denominado Econyl, o processo de reciclagem química inclui desde a logística reversa até a obtenção de novos produtos a partir de resíduos.
Imagem: Lehvoss
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#mpressão3D
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