A rotina do ramo de comércio de aços está sendo influenciada pelos desdobramentos do conflito que já ocorre há mais de um mês em território ucraniano. Em março, uma das maiores empresas de laminação de aço da Europa, a Azovstal, localizada na cidade de Mariupol, foi destruída pelo exército russo, trazendo sérias consequências para o mercado mundial dessa commodity.

 

O aumento dos preços dos aços previsto para os próximos meses, puxado pelo aumento dos preços dos combustíveis e de outros produtos, é uma das consequências do impasse que assola aquela região.

Executivo do ramo de aços semi acabados dá dicas de como lidar com o aumento do preço dos aços

 

O mercado de aços no Brasil também está atento aos movimentos dos segmentos que compõem essa cadeia em âmbito global. Em meio à atual situação, sugestões sobre como amenizar o impacto do aumento de preços dos metais são muito bem-vindas, e algumas delas já estão no radar de um distribuidor de semi acabados metálicos.

 

Entre as ações que poderiam contribuir para amenizar o repasse dos custos desses materiais aos clientes está o fornecimento de aços já processados como, por exemplo, tubos cortados e/ou conformados, assim como barras ou chapas furadas e tratadas. Isso foi sugerido por Giovanni Marques da Costa, gerente de marketing da Açovisa, companhia que comercializa tubos de aço laminados e trefilados, bem como barras, e que presta serviços para a área, com sede em Guarulhos (SP).

 

De acordo com ele, “o impacto do aumento do valor dos combustíveis no Brasil no frete do aço será imediato. Essa terceirização para o cliente reduz um pouco o impacto dos aumentos, agregando serviços ao material bruto”.

 

Em comunicado à imprensa, o executivo mencionou ainda alguns outros fatores relacionados ao conflito entre Rússia e Ucrânia que estão influenciando a rotina do ramo de aços no Brasil. Segundo ele, os dois países “são importantes produtores mundiais de aço, porém estão impossibilitados de exportar, fato que, isoladamente, já altera o valor de diversos produtos”.

 

Ele concluiu seus comentários sobre este assunto com uma colocação sobre as consequências da interrupção das atividades do mercado de aço nos dois países: “como consequência disso, outros países que produzem aço passaram a ser mais procurados. O Brasil está nessa lista e, consequentemente, passou a exportar mais”.

 

 

Imagem: Freepik

 

 

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#ConflitonaEuropa #PreçodosAços #CCM



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