O Comitê Olímpico do Brasil (COB), junto a diversas marcas nacionais, licenciou mais de 50 produtos do Time Brasil, como peças de vestuário, acessórios, máscaras, malas e outros. Dentre eles, há itens feitos a partir de garrafas PET pós-consumo recicladas, responsáveis pela reaplicação de mais de 1,8 tonelada de material plástico.

 

Os atletas brasileiros usarão as máscaras da fabricante Fiber Knit, empresa gaúcha que produz máscaras reutilizáveis. De acordo com Gustavo Dal Pizzol, CEO da companhia, serão fornecidas 2.550 máscaras, modelo Sport, para a delegação. Esses itens, categorizados como “ambientalmente corretos”, são feitos com fibras de poli(tereftalato de etileno) (PET) advindo da reciclagem de garrafas pós-consumo.

 

Por conta da pandemia de Covid-19, o uso das máscaras pelos atletas e demais membros das equipes será obrigatório, inclusive em trânsito, em algumas competições e no pódio. O modelo fornecido foi especificamente desenvolvido para a prática de esportes e possui um suporte, fabricado por meio de impressão 3D de TPU, que acompanha o produto e que cria um distanciamento da boca e do nariz em relação à máscara facilitando a respiração sem gerar o efeito sucção. O design empregado no modelo é ajustável, pois possui tira única que se fixa à cabeça (não às orelhas) por meio de terminais de silicone.

 

Dal Pizzol comentou ainda que cada unidade da máscara utiliza cerca de 0,6 garrafa PET para ser fabricada e, no total, a empresa já consumiu 1,8 tonelada de material pós-consumo. “Na reciclagem, as garrafas se transformam em fibras, que depois são convertidas em fios que são levados ao processo de tecelagem 3D. É um processo sustentável e limpo, sem sobras de resíduos, como deveria ser em toda empresa que se preocupa com o meio ambiente”, concluiu.

 

Segundo informações disponíveis no site da fabricante, o modelo possui uma estrutura externa de fibras de PET, que confere ao produto bons índices de resistência mecânica prolongando sua vida útil, e uma camada interna de poliamida (PA), que proporciona boa sensação em contato direto com a pele. Os materiais são utilizados em uma malha tridimensional anatômica e sem costuras e, devido às propriedades dos materiais poliméricos, as peças podem ser lavadas e reutilizadas, sem perda de sua capacidade filtrante, pelo período médio de seis meses a um ano sob uso diário.

 

 

Além disso, de acordo com o COB, os atletas brasileiros que irão aos jogos de Tóquio também utilizarão bagagens da fabricante de malas Kameleon Bag que, assim como as máscaras, são fabricadas utilizando PET proveniente da reciclagem de garrafas retiradas do meio ambiente. Para a confecção de partes que envolvem as malas de bordo são recuperadas cerca de 32 garrafas de 2L. Para as chamadas shoulder bags (modelo de bolsas com alças aparadas pelos ombros do usuário) são utilizadas aproximadamente 12 garrafas de 500 mL.

 

(Fotos: Fiber Knit)

#reciclagem #garrafapet #fiberknit #olimpiadas

 

Conteúdo relacionado:

Um novo estímulo à economia circular dos plásticos

Programa de aceleração de negócios divulga startups selecionadas

Reciclagem de PVB ganha força com aliança entre empresas do setor



Mais Notícias PI



Poluição marinha por plásticos em debate

A AMI promove gratuitamente o evento virtual “Ocean Plastic”, que falará sobre como encontrar maneiras de resolver o problema da poluição marinha por plásticos.

17/01/2022


Sachês pós-consumo transformados em itens esportivos

Projeto que integra a Boomera e a marca Nescau resultou na reciclagem de resina pós-consumo, proveniente de embalagens flexíveis, em itens esportivos, os quais foram doados a organização beneficente.

14/01/2022


Acordo ampliará oferta de poliuretano termoplástico no Brasil

Parceria firmada entre empresas fornecedoras de polímeros leva à comercialização local de nova linha de TPUs.

14/01/2022