A Evonik, com sede na Alemanha e escritório comercial em São Paulo (SP), anunciou que duas novas séries de fotopolímeros – materiais que têm suas propriedades alteradas quando expostos à radiação luminosa –, desenvolvidos para processos de impressão 3D e indicados para a produção de peças com alta resistência mecânica e térmica, passarão a integrar o seu portfólio de produtos.

Plásticos fotopoliméricos para impressão 3D passarão a ser comercializados este mês

 

As resinas serão comercializadas sob a marca Infinam e foram divididas em duas séries. Uma delas é a TI 3100 L, que abrange materiais de alta performance e que pode ser usada na fabricação de componentes que requeiram alta tenacidade e alta resistência ao impacto como autopeças com design complexo e/ou peças estruturais que suportem altas cargas mecânicas, para aplicações no chão de fábrica, por exemplo.

 

Segundo informações da companhia, o índice de resistência ao impacto mostrado por protótipos impressos em 3D a partir desses fotopolímeros, mensurado por meio de testes realizados previamente, foi de 30 J/m3, ao passo que o seu alongamento até a ruptura foi de 120%.

 

Também será fornecida a linha ST 6100 L, que é composta por resinas que apresentam propriedades de resistência à tração de 89 MPa e resistência à flexão de 145 MPa, as quais podem ser processadas sob temperaturas de até 120 °C. Elas são recomendadas para a confecção de itens com alta resistência térmica e mecânica.

 

Em comunicado à imprensa, a companhia informou que os materiais de ambas as séries podem ser usados em processos de estereolitografia (SLA e DLP) – uma vertente da impressão 3D que basicamente consiste na aplicação de feixe de laser sobre resina líquida, procedimento que leva à sua solidificação e à formação de camadas que constituem a peça sob processamento.

 

“Com as novas formulações prontas para uso em escala industrial estamos dando continuidade à nossa campanha de materiais e impulsionando a impressão 3D como tecnologia de fabricação ao longo de toda a cadeia de valor”, comentou Dominic Störkle, que é responsável pelo projeto Additive Manufacturing Innovation Growth Field (ou “Departamento de desenvolvimento e inovação em manufatura aditiva”, em tradução livre) na Evonik.

 

A previsão dos desenvolvedores dos fotopolímeros é que os produtos passem a ser fornecidos em larga escala ainda este mês. Mais informações podem ser obtidas no site da empresa. Nossos guias também trazem dados sobre equipamentos para impressão 3D de materiais plásticos comercializados no Brasil.

 

Imagem: Exemplo de aplicação de fotopolímeros desenvolvidos para a fabricação de peças impressas em 3D que passarão a ser comercializados pela Evonik.

 

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