A Saudi Basic Industries Corporation (Sabic) anunciou a assinatura de duas transações estratégicas para transferir o seu negócio de petroquímicos na Europa para o grupo industrial Aequita, com sede em Munique (Alemanha), e o negócio de termoplásticos de engenharia nas Américas e na Europa para a financeira Mutares, também alemã, pelo valor total de US$ 950 milhões.
As transações são um marco estratégico para a companhia, que vai se concentrar nos mercados do Golfo Pérsico e Ásia, evitando os desafios geopolíticos e o elevado preço da energia que encarece os custos operacionais na Europa.
Complexo petroquímico em Jubail (Arábia Saudita). Imagem: Sabic
Com a aquisição do negócio de petroquímicos, o grupo alemão de investimentos industriais Aequita aumenta a sua participação no segmento de químicos básicos na Europa, assumindo as quatro unidades da Sabic nos Países Baixos, Alemanha, Bélgica e Reino Unido, que geram cerca de US$ 3,5 bilhões de receita anual. Nelas são produzidos etileno, propileno, polietileno de baixa e alta densidade (PEBD, PELBD e PEAD), polipropileno (PP) e compostos poliméricos de maior valor agregado. A Aequita já havia adquirido o negócio de poliolefinas da Lyondell Basell em 2025, incluindo os complexos de etileno em Berre (França) e Münchsmünster (Alemanha).
Para a Mutares, grupo de capital de risco (private equity) especializado na compra de ativos em situação especial, a aquisição das fábricas de plásticos de engenharia motivou a criação de um novo segmento, o de produtos químicos e materiais. O grupo já possuía ativos nos setores automotivo, de engenharia, infraestrutura e de bens e serviços. A unidade de negócios de termoplásticos de engenharia da Sabic nas Américas e na Europa produz compostos de policarbonato (PC), poli(tereftalato de butileno) (PBT) e acrilonitrila butadieno estireno (ABS), administrando unidades fabris em localidades como Mt. Vernon, St. Louis e Burkville, nos Estados Unidos; Tampico, no México; Campinas, no Brasil; Cartagena, na Espanha; e Bergen op Zoom, na Holanda.
As transações ainda estão condicionadas à aprovações regulatórias e devem ser concluídas até o final deste ano.
Em comunicado de imprensa, a Sabic anunciou que “a transferência dos ativos deverá melhorar o seu desempenho, com aumento das margens EBITDA, geração de maior fluxo de caixa livre e do suporte a um maior retorno sobre o capital empregado, permitindo obter mais lucratividade com um portfólio que agrega valor”.
A empresa também ressaltou que manterá a continuidade dos negócios e o nível de atendimento ao cliente, confiabilidade e conformidade durante toda a transição e após o processo de desinvestimento.
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