A implementação de computadores em parques fabris é uma das diretrizes da indústria 4.0. O uso deles permitiu a modernização de determinados tipos de operações, e contribuiu também para agilizar a transmissão de dados entre departamentos.

No entanto, com o passar do tempo, tornou-se necessário o desenvolvimento de PCs mais compatíveis com o chão de fábrica, que atendessem ao mesmo tempo a requisitos de rapidez e segurança no processamento de dados, bem como de resistência a intempéries típicas desses ambientes.
Ou seja, além de serem modernos, software e hardware feitos para esta área teriam de manter a continuidade de suas operações em meio à ação de agentes corrosivos, partículas suspensas e umidade, por exemplo.
Atualmente, eles também precisam ser capazes de impedir a ocorrência de anomalias que podem ser causadas eventualmente por interferências eletrônicas, originadas por campos magnéticos gerados a partir do funcionamento de máquinas e equipamentos.
“A maioria dos PCs comuns, quando eles são utilizados em ambientes que têm alta quantidade de poeira, ou em que ocorre vibração ou exposição a altas temperaturas, precisa ser substituída em pouco tempo. Os computadores preparados para ambientes hostis são menos sujeitos ao desgaste”, comentou Eduardo Kühn, supervisor de engenharia de aplicação – IIoT (Industrial Internet of Things, ou Internet industrial das coisas, em tradução livre) da ECO Automação Industrial, que tem sede em Joinville (SC).
Segundo ele, o uso de computadores convencionais no chão de fábrica ainda é praticado por muitas empresas devido ao menor custo relacionado a este tipo de equipamento.
Outra vantagem referente ao uso de computadores industriais é a customização da sua configuração, conforme explicou Sandro Stringari, diretor da empresa.
“É possível adicionar uma placa-mãe, placa de rede, porta de fibra óptica e uma placa de vídeo, para serem operadas em aplicações específicas. Também há a possibilidade de mudar o tipo de HD e SSD, o que permitiria aumentar a vida útil do equipamento e diminuiria gastos com manutenção, entre muitas outras customizações”.
Logicamente, as possibilidades de configuração de PCs industriais devem ser avaliadas previamente junto a profissionais que atuam nessa área.
PCs industriais no ramo de plásticos
A utilização de computadores industriais no segmento de plásticos pode consistir na integração desses equipamentos a CLPs de máquinas injetoras, de extrusão e/ou sopro, por exemplo. O que inclui equipamentos de impressão 3D e robôs colaborativos.
No que diz respeito às opções de hardware e software indicadas para esta área, Rodrigo Tutilo, gerente do departamento de IIoT e Indústria 4.0 da Advantech Brasil, fornecedora de computadores industriais que tem escritório em São Paulo (SP) e matriz em Taiwan, recomenda o uso de computadores que não contam com sistema de ventilação do tipo forçada.
“Isso porque, no ambiente de transformação de plásticos, muitos tipos de partículas ficam em suspensão, e nos computadores com ventilação forçada essas partículas podem eventualmente causar um curto-circuito na placa do equipamento se tiverem contato com essa área”, explicou.
O executivo também destacou a importância da implementação de sistemas digitais que permitam a integração de PCs industriais em operações realizadas remotamente, principalmente em tempos de pandemia de Covid-19.
Também é fundamental uma avaliação do ambiente ao qual computadores industriais poderão ser submetidos, visando tanto ao estabelecimento de configurações que atendam às necessidades dos usuários quanto à prevenção contra anomalias.
Além disso, é necessário estar a par da compatibilidade desses computadores com programas computacionais de controle do ciclo de vida de produtos e de fabricação de moldes e ferramental, entre outros constantemente utilizados na cadeia produtiva de materiais plásticos.
Listas de fornecedores de software PLM ou CAD/CAE/CAM constam em nossos guias, os quais contêm também informações sobre o mercado de equipamentos de manufatura aditiva.
Foto: Freepik
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