Os números preliminares de fechamento do ano fiscal da alemã Trumpf são animadores: a receita deve atingir o recorde de 5,4 bilhões de euros, um aumento de 27% em relação ao ano anterior.

 

No Brasil, a empresa que tem subsidiária em Barueri (SP) registrou seu melhor desempenho desde que chegou ao País, em 1981. O faturamento alcançou perto de 70 milhões de euros, cerca de 16% acima do recorde anterior, registrado no ano fiscal 2013/14, com 60 milhões de euros. O ano fiscal 2023/24 também se inicia com uma boa carteira de pedidos, quase 15% superior à do ano fiscal passado, considerando-se valores em euros.

 

João Carlos Visetti (foto ao lado), CEO daTrumpf Brasil, informou durante evento comemorativo em São Paulo (SP) que nos últimos dois anos a taxa de crescimento no País esteve em 30% ao ano, um índice superior até mesmo ao registrado no mercado norte-americano, que é de 25%. Máquinas para corte a laser para chapas metálicas são o carro-chefe da empresa.

 

Em relação ao perfil de cada mercado, Visetti informou que o norte-americano é consumidor mais intensivo de tecnologia do que o brasileiro, onde ainda são mais representativos os modelos de entrada, com preços mais acessíveis. Dentre os segmentos que atualmente consomem o maior número de itens fabricados com as máquinas da Trumpf estão agricultura e construção civil.

 

Para o mercado local, Visetti informou que o atual destaque é o modelo TruLaser 5030 Fiber, equipado com o novo TruDisk 24001, um ressonador a laser de estado sólido e de alto desempenho, com potência de 24 kW, capaz de processar chapas metálicas de modo até três vezes mais rápido do que os modelos anteriores. Dependendo do material e da aplicação, a TruLaser 5030 atualizada pode processar até 80% mais chapas de metal por hora.

 

A máquina é capaz de cortar aço-carbono com espessura de até 20 milímetros, usando nitrogênio como gás de corte e mantendo a face das chapas exposta ao corte livre da oxidação que é típica do uso de oxigênio.

 

Os números globais

 

As vendas da Trumpf tiveram queda de 10% durante a pandemia de Covid19. Porém, a recuperação que se seguiu elevou o desempenho financeiro para outro patamar: as vendas anuais na casa de 3 bilhões de euros, predominantes até 2019, saltaram para os 5 bilhões atuais.

 

Mudanças no perfil do consumo pós-pandemia ajudaram a alavancar os negócios. Isoladas em suas casas, as pessoas passaram a investir mais em eletrodomésticos, eletroeletrônicos, itens de decoração, equipamentos para fitness e também em carros, motos e bicicletas, privilegiando o transporte individual. Todos esses bens de consumo têm chapas metálicas em sua composição. Já no segmento de mobilidade elétrica, as máquinas para soldagem a laser se tornaram muito necessárias, para o encapsulamento das baterias.

 

No mercado doméstico da Alemanha, a receita da Trumpf aumentou em mais de 30%, para cerca de 770 milhões de euros (no ano anterior foram 589 milhões de euros). Nos Estados Unidos também foi mantido forte crescimento, registrando uma receita de cerca de 900 milhões de euros, frente aos 649 milhões de euros do ano anterior. O mercado asiático mais forte foi a China, com receita de cerca de 600 milhões de euros, contra 575 milhões de euros do ano anterior.

 

Nicola Leibinger-Kammüller, CEO da Trumpf, comentou: “Apesar das condições difíceis em curso, alcançamos um excelente ano fiscal em nosso centenário. No entanto, temos assistido a uma queda nos pedidos nos últimos meses devido à desaceleração econômica global. Assim, estamos entrando no novo ano fiscal com a devida cautela, apesar de uma sólida carteira de pedidos”.


 

Imagens: Trumpf


 

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