O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que realiza projeções mensais a respeito da operação do sistema elétrico no País, divulgou dados que sinalizam a possibilidade de redução do custo da energia este mês em várias regiões, favorecendo inclusive consumidores industriais.

 

O ONS é o órgão responsável pela coordenação e controle da operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN) e pelo planejamento da operação dos sistemas isolados do País, sob a fiscalização e regulação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

 

O boletim do Programa Mensal de Operação (PMO), com as projeções do órgão para a semana de três a nove de setembro, indicou que a Energia Natural Afluente (ENA) - a quantidade de água que chega em uma usina e que pode ser transformada em energia - deverá atingir, ao final do mês, índices superiores aos estimados anteriormente em pelos menos três subsistemas que abastecem regiões bastante industrializadas.

 

A análise do cenário atual indica que o subsistema Sudeste/Centro-Oeste fechará com 73% da Média de Longo Termo (MLT), o Sul registrará 130% da MLT e o Nordeste terá 69% da MLT. Para o subsistema Norte, a perspectiva é de estabilidade, com a manutenção de estimativa preliminar de 77%.


Menor custo, menor preço?

 

A boa notícia, porém, é que o Custo Marginal de Operação (CMO) terá uma redução de 26,3% em todo o País, saindo de R 50,19 MWh para R 36,98 MWh. Trata-se da quinta semana consecutiva em que o CMO deverá apresentar queda, permanecendo com os valores equalizados em todas as regiões. Espera-se que isso se reflita em redução das tarifas aos consumidores, o que já vinha ocorrendo em razão da suspensão da bandeira de escassez hídrica nas contas desde abril deste ano.

 

A projeção de carga no Sistema Interligado Nacional (SIN) para setembro foi de 69.355 MWmed, índice 1,9% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. O subsistema Norte apresenta aumento da projeção de carga, com estimativa de alta de 5,4% (6.690 MWmed), cenário que vem se repetindo nas últimas semanas e segue relacionado, em parte, à retomada de demanda por consumidores livres.

Para o Sudeste/Centro-Oeste, a projeção é de redução de 2,2% (39.873 MWmed), entre setembro de 2021 e de 2022. Para o Sul, a expectativa é de redução de 0,2% (11.688 MWmed) e para o Nordeste a desaceleração estimada é de 6,4% (11.104 MWmed).


 

O boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) traz também a projeção de que os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste encerrarão o mês de setembro com 49,7% do volume. Com relação aos demais subsistemas, a estimativa para a região Sul é de 90,3% ao final de setembro. Para as regiões Norte e Nordeste, as projeções apontam para 78,5% e 69,1%, respectivamente.


 

O relatório completo pode ser acessado aqui.


 

Foto: Acervo CGT Eletrosul


 

Leia também:

 

Análise da eficiência energética de injetoras em operação sob carga parcial

 

Energia limpa para o processo de rotomoldagem


#ONS



Mais Notícias CCM



Indústria de máquinas vendeu mais em 2025

Levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) apontou melhora de desempenho do setor em 2025, apesar da retração das vendas internas no mês de dezembro. Redefinição dos destinos trouxe melhora para os indicadores de exportação.

03/02/2026


Amino Química investe em novo reator e vai intensificar a produção de PU Casting

A empresa do Grande ABCD adquiriu um novo reator de cinco toneladas e está prestes a iniciar uma linha de produção interna voltada para a fabricação de resinas de poliuretano (PU). A Amino também vai lançar novas resinas.

29/01/2026


Acrilys investe em nova injetora e aumenta a produção de moldes

A empresa gaúcha adquiriu uma injetora chinesa e está otimizando seus processos produtivos, além da fabricação de moldes para injeção de plásticos. A ampliação da matrizaria própria está nos planos.

23/01/2026