O Plastics Pipe Institute (PPI), associação norte-americana que representa a indústria de tubos de plástico, tornou disponível em seu site um relatório técnico que detalha a resistência química de tubos fabricados com diferentes materiais termoplásticos, termofixos e compostos.
Normalmente especificados para esse tipo de aplicação devido à sua alta resistência química, os materiais plásticos têm suas limitações também neste quesito. Alguns produtos químicos podem danificar os tubos, seja pela exposição da parte externa do tubo ou pelo contato de sua superfície durante o transporte de fluidos contendo esses compostos em várias concentrações.
A adequação de um tubo ou sistema de conexão para uso em uma determinada aplicação depende de vários fatores que são detalhados no relatório, cuja tabela principal traz dados sobre cerca de 600 produtos químicos em diferentes níveis de concentração.
São relacionados os graus de resistência a esses compostos apresentados pelos materiais ABS, CPVC, PP, PVC, PE, PB, PVDF, PEX, PA, PSU e PPSU, com a ressalva de que os dados apurados podem não ser totalmente válidos no caso de aplicações que envolvem o uso de fluidos pressurizados.
Denominado “Chemical Resistance of Plastic Piping Materials” (Resistência Química de Materiais Plásticos para Tubulações), o documento foi desenvolvido com o auxílio técnico de membros do instituto e traz informações sobre os materiais apropriados para a moldagem de tubos e características de projeto de conexões, para depois tratar especificamente dos tipos de ataque químico que podem ocorrer durante a vida útil das tubulações plásticas. A fadiga associada ao intemperismo e outros fatores que aceleram o desgaste dos materiais também são abordados.
O relatório, em inglês, está disponível gratuitamente para download aqui.
Foto: Shutterstock
Conteúdo relacionado:
Software gratuito para cálculo de espessura de tubos de PEAD
Marco regulatório do saneamento, uma pauta que não pode esperar
#resistênciadetubosplásticos #PPI #tubulaçõesdeplástico
Mais Notícias CCM
Boeing e Syensqo renovam acordo para fornecimento de compósitos em apoio a programas comerciais e de defesa.
16/03/2026
Parceria da Clariant com a Borealis e o instituto SINTEF resultou na remoção de contaminantes de óleo de pirólise, convertendo quimicamente resíduos de difícil reciclagem em materiais de alta pureza com propriedades equivalentes às de poliolefinas virgens.
16/03/2026
Com aporte de 111 milhões de euros, a nova unidade da empresa finlandesa vai ter capacidade de 150 mil toneladas anuais. A companhia defende a revisão das regras da União Europeia para garantir que o refino químico seja contabilizado nas metas globais de conteúdo reciclado.
16/03/2026