Garantir a segurança de profissionais que atuam na operação e manutenção de máquinas industriais situadas em oficinas integradas aos espaços fabris é uma das premissas das empresas de manufatura.

 

As oficinas geralmente consistem em espaços fabris compostos por equipamentos com idade avançada, os quais, em muitos casos, deixam de fazer parte de linhas de produção por serem dotados de tecnologia e sistemas de segurança que se tornaram obsoletos com o passar do tempo.

Proprietários de máquinas industriais antigas agora podem contratar serviços de modernização de parques fabris

Entretanto, as companhias encontram utilidade para esse tipo de maquinário quando os destinam a trabalhos específicos como fabricação de protótipos e testes de corpos de prova – try-out de peças feitas a partir de corte e conformação de chapas metálicas, por exemplo –, além de produção de ferramentas, dispositivos e componentes para fabricação de estampos para máquinas que executam processos produtivos em grande escala – como soldagem de tubos e de perfis de aço, alumínio ou latão.

 

Mas para que isso ocorra em conformidade com as atuais diretrizes operacionais, se faz necessária uma modernização dos sistemas de segurança de máquinas instaladas nessas oficinas. Esse tipo de processo pode requerer a implantação de sensores, dispositivos projetados para emitir alertas sonoros/luminosos e enviar informações à central de comando de equipamentos fazendo com que o seu funcionamento seja interrompido, além de barreiras protetivas que impeçam o acesso a áreas em risco.

 

A Pilz, com unidade fabril em Indaiatuba (SP) e matriz na Alemanha, fornece linhas de produtos indicados para a atualização de sistemas de segurança de máquinas antigas. A empresa oferece séries de equipamentos que consistem em chaves e sensores de segurança, que podem ser utilizados, respectivamente, para monitorar e bloquear a operação de partes mecânicas móveis, assim como botões de emergência para painéis de operação.

 

O portfólio conta ainda com Controladores Lógicos Programáveis (CLPs) e controle de permissão de operação que, segundo informações da companhia, pode ser utilizado para restringir o uso de equipamentos somente a colaboradores autorizados, e também relés de segurança.

 

“Muitas das máquinas operatrizes que ocupam as oficinas das empresas, por não integrarem o parque fabril produtivo, não são priorizadas no que se refere à segurança. Perigosas, elas podem causar acidentes graves e até o óbito do operador”, comentou Leandro Henrique, engenheiro especialista em sistemas de segurança de máquinas que faz parte do time da Pilz no Brasil.

 

De acordo com ele, geralmente essas máquinas não são consideradas em processos de fiscalização realizados por órgãos públicos: “Isso se deve principalmente à pouca ou nenhuma fiscalização por parte da Secretaria do Trabalho, até porque são áreas externas ao parque fabril produtivo, e acabam passando despercebidas pelos fiscais na maioria das vezes”.

 

Leandro salientou que entre os equipamentos instalados em oficinas mecânicas internas que representam maior periculosidade estão esmeris, máquinas retificadoras, tornos mecânicos e fresadoras. “Infelizmente, a busca por sistemas de segurança para esse tipo de máquina ocorre somente após um grave acidente ou interdição por meio de fiscalização”, concluiu.

 

Prestação de serviços 

A Pilz também presta serviços de consultoria para a modernização de sistemas de segurança de maquinário antigo. Em comunicado à imprensa, foi informado que a implantação de sistemas é feita com base em normas nacionais e internacionais, e que algumas de suas etapas consistem em apreciação de riscos e conceitos de segurança, inspeção do projeto de componentes mecânicos e de dispositivos elétricos, assim como a realização da implantação propriamente dita e de testes para validação das máquinas.

 

Mais informações podem ser obtidas no site da empresa. As seções Impressão 3D e Indústria 4.0 da revista Corte e Conformação de Metais trazem reportagens cujos temas abrangem exemplos de modernização de maquinário e de processos dessa área. Há também artigos técnicos que abordam esses e outros assuntos.

 

Imagem: Pixabay

 

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