O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou esta semana o Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais, que registrou alta de 2,3% em novembro de 2020, na comparação com o mês de outubro.
O indicador, que mede a demanda por bens industriais – definida como a produção industrial interna não exportada (bens nacionais), acrescida das importações –, apresentou o mesmo resultado na análise interanual, ou seja, em relação a novembro de 2019.

No que diz respeito aos componentes do consumo aparente, enquanto a produção de bens nacionais teve queda de 0,5%, as importações de bens industriais avançaram 20,2%. O bom desempenho foi generalizado nos grandes grupos econômicos em novembro.
A demanda por bens de capital, um dos componentes da formação bruta de capital fixo (FBCF), cresceu 8,9%, mostrando retomada dos investimentos. Houve alta tanto na demanda por bens duráveis (5,7%), como na demanda por bens semi e não duráveis (2,5%). Os bens intermediários avançaram 2,2%. Todos os segmentos apresentaram variação positiva em relação a 2019.
Entre as classes de produção, houve alta de 3,8% na demanda por bens da indústria de transformação, enquanto a indústria extrativa recuou 11,9% em novembro, frente a outubro. Na análise setorial, 16 dos 22 segmentos da indústria de transformação tiveram crescimento, com destaque para “outros equipamentos de transporte” (15,8%) e “borracha e plástico” (11,8%). Quinze segmentos tiveram alta na comparação com novembro de 2019, entre eles os “produtos químicos” e “máquinas, aparelhos e materiais elétricos”, ambos com avanço de 17,1%.
Enquanto o Indicador Ipea recuou 6,9% no acumulado em 12 meses até novembro, a produção industrial registrou queda de 5,2% no mesmo período, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre móvel encerrado em novembro, o indicador avançou 12,4%. Na comparação com o mesmo período de 2019, o trimestre móvel recuou 0,8%.
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Tabela: Ipea
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