A fabricante alemã de máquinas injetoras Arburg desenvolveu há alguns anos um equipamento que prometia fazer a transição entre os processos de injeção e de manufatura aditiva, ou impressão 3D. Denominado Freeformer, atualmente ele encontrou na tecnologia para o setor médico um grande potencial de aplicação.

 

Implantes médicos impressos em 3D_ArburgExtremamente preciso, ele possibilita a moldagem de peças em materiais rígidos, flexíveis e peças multicomponentes. Por isso será a atração da empresa no evento Formnext Connect 2020 , a versão virtual da importante feira mundial de manufatura aditiva. 

 

A Freeformer, disponível nos modelos  200-3X e 300-3X, processa materiais plásticos em grânulos, e por isso dispensa o uso de filamentos, permitindo ao usuário empregar os mesmos grades de materiais usados no processo de injeção, incluindo os biocompatíveis, absorvíveis e esterilizáveis, bem como materiais originais com aprovação do Food and Drug Administration (FDA).

As propriedades mecânicas das peças, estabilidade aos raios UV e outras características são praticamente as mesmas das peças moldadas por injeção e, conforme os parâmetros de fatiamento da geometria, várias densidades podem ser alcançadas em uma mesma peça. “Protótipos totalmente funcionais feitos de elastômeros termoplásticos macios são procurados principalmente pela indústria automotiva“, explicou  Lukas Pawelczyk, gerente de vendas para a Freeformer. Aplicações no setor automobilístico, bem como na indústria de calçados, também serão mostradas no evento virtual, mas o destaque será a área médica, onde se concentrar altas exigências para os componentes moldados. 


 

Implantes impressos em materiais inovadores

O processo proprietário para manufatura desenvolvido pela empresa foi chamado de AKF, abreviatura de Arburg Kunststoffe Freiformen, que pode ser traduzido como “processo de moldagem livre”,  e permite hoje desenvolver aplicações médicas que dificilmente seriam possíveis usando processos convencionais de moldagem, a exemplo de implantes absorvíveis, fabricados com o material Resomer Composite LR 706 S ß-TCP, da Evonik, um produto semelhante ao osso humano que promove a formação óssea (foto). 

 

A manufatura aditiva é considerada pela empresa um processo que deve ser integrado em todo o ambiente de produção, e por isso é proposto o uso dessa tecnologia em conjunto com todos os recursos de conectividade e integração propostos na plataforma arburgXworld,


 

Foto:Arburg

 

Conteúdo relacionado:

Processos de impressão 3D: uma atualização

Manufatura aditiva em sua era dourada



Mais Notícias CCM



Guia de tendências de cores terá participação de transformadores

O Color Trend 2027 será lançado em novembro e empresas interessadas em contribuir com pesquisas podem se cadastrar até o fim de junho.

16/06/2026


Haitian e Hennecke integram tecnologias de injeção e revestimento

Parceria entre desenvolvedoras une injetoras multimateriais a sistemas de dosagem de poliuretano sob alta pressão para efetuar o acabamento de peças para o setor automotivo já no interior do molde, eliminando a etapa de pintura.

16/06/2026


Congresso de embalagens será realizado em SP

Acontece em julho na capital paulista o Congresso Instituto de Embalagens Pack Tech 2026.

16/06/2026