O recente anúncio da reorganização das plantas industriais da Astra, na cidade de Jundiaí (SP), com um investimento de R $50 milhões, teve como principal motivação a reorganização das atividades produtivas, de modo a proporcionar ganhos logísticos que se traduzem em maior produtividade.

 

Além da aquisição de equipamentos como injetoras, sopradoras, robôs e extrusoras para otimizar a fabricação de itens como assentos sanitários, caixas de descarga, sifões e engates, a empresa já investe há alguns anos em automação e na conexão entre equipamentos, operando dentro dos princípios que atualmente caracterizam o conceito de indústria 4.0. Os investimentos prosseguem com a constante atualização do parque, com modelos mais complexos e de maior capacidade.

Adriano Gomes, diretor industrial da Astra (foto), explicou que a empresa já utiliza robôs há cerca de 23 anos nos seus processos de injeção, sopro e extrusão, dedicando especial atenção à composição de células de produção que resultam em soluções individualizadas, conforme o produto a ser fabricado.

 

 

TI e TO em sintonia

 

A Astra possui hoje cerca de seis mil itens em catálogo, e desenvolve internamente as soluções produtivas para cada linha de fabricação, com equipes de tecnologia da informação e tecnologia operacional (TI/TO) totalmente integradas. A sinergia entre esses departamentos é responsável também pela integração das rotinas produtivas aos sistemas supervisórios.

 

O resultado tem sido a alta produtividade e a forte atuação da empresa no mercado externo. São exportados atualmente cerca de 8% da sua produção, para mais de 30 países dos cinco continentes, com possibilidade de expansão desse percentual: “Com a crise do mercado chinês, indústrias de diferentes países estão se capacitando rapidamente para assumir o mercado, e isso deve se intensificar nos próximos anos”, ponderou Adriano. Com relação ao mercado interno e ao atual cenário político, ele também vê com otimismo as novas possibilidades de mercado, entendendo, por exemplo, que a possível prioridade a ser dada para o mercado de habitações populares no Brasil pode ser uma boa oportunidade para a Astra.


 

Foto: Astra



 

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