Os inúmeros estudos que abordam o tempo de sobrevida dos vírus fora do organismo humano apontam que as superfícies plásticas permitem que eles se mantenham vivos ali pelo período de dois a três dias, o que as torna um potencial meio de propagação da atual pandemia de Covid-19. 

Para reduzir esse tempo, a holandesa Parx Materials desenvolveu uma tecnologia que propõe a adição de oligoelementos, tais como o zinco, em formulações plásticas, e já chegou a resultados que apontam a aceleração da decomposição dos vírus em superfícies de itens moldados com os compostos aditivados.

 

Em testes independentes executados de acordo com a norma ISO 21702 (Medição da atividade antiviral em plásticos e outras superfícies não porosas) usando o vírus Human Corona E229, a empresa conseguiu comprovar que plásticos aos quais foi incorporada a sua tecnologia apresentaram uma redução de cinco vezes o tempo de sobrevida desse vírus em relação a superfícies plásticas sólidas normais. A tecnologia permitiu também reduzir o tempo de vida do vírus H1N1 (em 99. 99%), para apenas oito horas em tecidos fabricados com a aplicação do insumo.

 

Em comunicado à imprensa, a Parx Materials afirmou se tratar de uma solução eficaz de amplo espectro, que não implica o uso de substâncias tóxicas, não apresenta migração, não compromete as propriedades dos materiais plásticos e nem a sua reciclabilidade. “É uma verdadeira solução 100% segura e sustentável e com alta eficácia, que impede a adesão e proliferação de bactérias, assim como a formação de biofilme em superfícies plásticas, e que agora também tem eficácia comprovada contra vírus”, informou Michaël van der Jagt, CEO da companhia.

 

Ainda não foram executados testes com o vírus causador da Covid-19, pois atualmente é proibido o seu uso em laboratórios comerciais. Mas o coronavírus E229 foi selecionado por apresentar muita semelhanças com o vírus causador da atual pandemia.

 

Michaël afirmou que a tecnologia está disponível para formulações de PE, PP, TPU, TPE, PS, ABS, PVC e alguns tipos de poliamida, mas novos materiais são adicionados à lista mensalmente. Revelou também que a empresa tem trabalhado com um parceiro no mercado brasileiro no desenvolvimento de formulações de silicone para a fabricação de coletores menstruais, mercado que vinha registrando crescimento anual de até 50% até antes da Covid-19. Produtos para a área médica e farmacêutica são as aplicações mais comumente previstas, mas com a atual pandemia, muitas outras poderão surgir, incluindo embalagens para alimentos e itens como botões e maçanetas.

(Fotos: Parx Materials)

 

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