A alemã Akro-Plastic (Itupeva, SP), especializada no desenvolvimento de compostos de engenharia, está
estruturando a introdução de suas linhas de origem renovável e com conteúdo reciclado no mercado brasileiro. A estratégia da empresa se baseia nas lições aprendidas na Europa, onde metas ambientais excessivamente ambiciosas enfrentam limitações operacionais e econômicas diante do atual período de recessão. Sob a liderança de Leandro Belarmino, novo gerente-geral no Brasil (foto) desde o início de outubro, a fabricante adota uma abordagem pautada na viabilidade técnico-financeira, priorizando a manutenção das propriedades funcionais necessárias para aplicações de engenharia, que são típicas para as poliamidas.
O portfólio voltado à sustentabilidade inclui compostos de poliamida baseados em matérias-primas de fonte biológica — derivadas de óleo de mamona, casca de milho e óleo de girassol —, com destaque para os grades de PA 6.10, PA 6.9, PA 11, PA 5.10 e PA 5.6, sendo as duas últimas de origem 100% renovável. A linha conta com a certificação internacional ISCC (International Sustainability and Carbon Certification), que atesta a rastreabilidade tanto de insumos de origem renovável quanto de matérias-primas provenientes de economia circular. Na frente de reciclados, a empresa disponibiliza formulações de polipropileno (PP), polietileno tereftalato (PET) e poliamida 6.6 (PA 6.6) contendo resinas de pós-consumo (
PCR) e pós-industriais (PIR).
O avanço dessas soluções no cenário nacional é impulsionado principalmente pelas metas globais de sustentabilidade da indústria automobilística, além de setores de utilidades domésticas e bens de consumo, nos quais o emprego de polímeros de engenharia de menor pegada de carbono adiciona valor às marcas. Leandro destaca, contudo, que o grande desafio de mercado está na relação custo-benefício, ou seja, o equilíbrio entre a funcionalidade e o desempenho exigidos em projeto e a viabilidade financeira.
Imagens : Akro-Plastic
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