A ABB Robotics lançou, durante a última edição da Feimec, as suas novas células robotizadas e soluções de digitalização que visam elevar a eficiência produtiva em diferentes setores industriais.
Os destaques técnicos incluem os robôs colaborativos (cobots) GoFa, configurados para operações que exigem alta repetibilidade e programação simplificada, em ambientes compartilhados, incluindo tarefas típicas da transformação de
plásticos, tais como a movimentação de peças. A instalação desse tipo de robô dispensa o fechamento de segurança, o que promove a melhor ocupação dos espaços fabris.
Complementarmente, a empresa exibiu o modelo IRB 5500, direcionado a linhas de pintura, que conta com o recurso de adaptação das mangueiras e misturadores no braço robótico, um conceito denominado “braço de processo”, cuja grande vantagem é a economia na troca de tinta.
Já a linha de robôs móveis autônomos (AMRs) contou com uma atualização: o recurso P 603 Flex, um sistema de localização e visão que dispensa marcações no solo. Ele escaneia e mapeia sua trajetória, corrigindo rotas automaticamente com recursos de inteligência artificial (IA). Assim, o equipamento pode otimizar a movimentação interna de diferentes itens, sem a dependência de trilhos ou infraestrutura fixa.
Além do fornecimento de hardware, a ABB tem como estratégia para 2026 a revitalização de equipamentos, com serviços de modernização que estendem a vida útil de robôs veteranos. A remanufatura é feita na unidade da empresa em Sorocaba (SP), e contempla a substituição de itens de hardware e software.
De acordo com Rafael Medina, gerente de serviços de robótica da ABB, o upgrade de itens mecânicos e da parte eletrônica é capaz de prolongar a vida de robôs por mais 5 a 10 anos. “O processamento mais rápido, a instalação de software mais avançado e a redução do consumo de energia são as principais melhorias implementadas”, informou. A instalação do controlador Omnicore, a troca de cabeamento, pintura e adesivação revitalizam os robôs, ao custo médio de 60 a 7 0% do valor de um modelo novo.
Dentre as novas soluções em digitalização, Rafael destacou a parceria da ABB com a empresa de tecnologia NVIDIA, que levou ao desenvolvimento de gêmeos digitais completos, com a possibilidade de simulação de ambientes reais de produção com base nas integração das bibliotecas Omniverse, da NVIDIA ao ABB RobotStudio, sistema de programação offline. “No caso dos AMRs, por exemplo, é possível fazer o reconhecimento do ambiente e dos itens a serem movimentados, além da adaptação a novas rotas, a partir da combinação de IA com sistemas de visão”, comentou.
O conjunto de equipamentos e serviços reforça a transição para células de trabalho ergonômicas, onde a automação assume tarefas repetitivas e que envolvem riscos, garantindo maior integridade física aos operadores e precisão dimensional às peças produzidas.
Imagem: ABB
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