Com um Produto Interno Bruto (PIB) próximo de R$ 13 trilhões, o Brasil não
é apenas a maior economia da América do Sul, mas também um importante ator no cenário global, com grande potencial para maior geração de valor em setores tecnológicos essenciais para o crescimento sustentável.
Assim, em 2011, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) incumbiu o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de criar uma rede nacional de institutos de pesquisa aplicada que seguiu o modelo da Fraunhofer-Gesellschaft da Alemanha e buscou o apoio de 18 de seus institutos, com o Instituto Fraunhofer de Sistemas de Produção e Tecnologia de Design (IPK) à frente, para auxiliar o SENAI no planejamento estratégico e na implementação da rede.
Hoje, 26 Institutos de Inovação SENAI estão em operação, empregando cerca de 1.500 pesquisadores para fornecer à indústria brasileira pesquisas de ponta e desenvolvimentos tecnológicos. Com o apoio de um investimento inicial do SENAI e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os Institutos de Inovação do SENAI executaram aproximadamente 3.350 projetos de P&D com 1.325 empresas, totalizando cerca de 2,5 bilhões de reais nos últimos 12 anos. Mais de 56% desses projetos envolveram pequenas e médias empresas (PMEs), e a rede ajudou a conectar 185 startups com 90 grandes empresas.
Para analisar o impacto econômico dos Institutos de Inovação SENAI e comprovar o retorno do investimento inicial, o Fraunhofer IPK, em conjunto com o Instituto Fraunhofer de Pesquisa de Sistemas e Inovação (ISI), realizou um estudo de impacto macroeconômico a pedido do SENAI. Os pesquisadores compararam o crescimento do PIB ao longo do tempo em regiões onde os institutos do SENAI foram estabelecidos com o crescimento do PIB em regiões sem esses institutos. O resultado mostrou que os Institutos de Inovação do SENAI induziram 0,66% do PIB total do Brasil. O PIB per capita aumentou de 985 para 1.210 reais nas regiões onde os institutos atuam. Esses efeitos são estatisticamente significativos e demonstram um padrão consistente ao longo do tempo.
O Prof. Dr. Torben Schubert, vice-diretor do departamento de Inovação e Economia do Conhecimento do Fraunhofer ISI e coautor do estudo de impacto macroeconômico do SENAI, afirmou que a análise dos efeitos econômicos dos Institutos de Inovação do SENAI baseia-se em um desenho de pesquisa quase experimental que contempla os eventos de cada instituto ao longo do tempo, garantindo uma interpretação causal dos resultados. “Nosso estudo foi revisado por pares independentes e publicado em um importante periódico internacional”, comentou.
O estudo também revelou que, embora os serviços técnicos e a consultoria desempenhem um papel importante, são principalmente os projetos de pesquisa intensiva que impulsionam esse crescimento. "Isso confirma o aspecto transformador da pesquisa aplicada e da inovação", afirma o Prof. Dr. Holger Kohl, vice-diretor do Fraunhofer IPK. "Com esse nível de impacto, os Institutos de Inovação do SENAI, assim como o Fraunhofer, não são apenas um caso de sucesso em pesquisa. Eles são um modelo de como o investimento direcionado em ciência aplicada pode desbloquear um amplo valor econômico."
Fonte: Instituto Fraunhofer IPK
Imagem: Gorodenkoff/Shutterstock
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