A confiança da indústria tem oscilado em 2023, mas julho já é o segundo mês consecutivo em que os empresários se mostram confiantes. A constatação foi feita pelo Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI). No sétimo mês do ano, o indicador mostrou aumento de 0,7 ponto e saiu de 50,4 pontos para 51,1.

 

O avanço se deve, principalmente, a uma visão menos negativa das condições atuais da economia brasileira e das empresas. Foram ouvidas 1.305 indústrias de diversos setores de todo o Brasil, sendo 515 de pequeno porte, 468 de médio porte e 322 de grande porte, no período de 3 a 7 de julho.

 

“Essa melhora está associada tanto à inflação mais controlada, quanto a outros elementos que contribuem de forma gradual para o aumento da confiança, tais como o amadurecimento da discussão relacionada à reforma tributária, o avanço do varejo, o mercado de trabalho ainda aquecido e as cadeias de suprimento mais organizadas em relação ao ano passado”, destacou a economista da CNI, Larissa Nocko. “É um resultado positivo, mas quando comparado com julho de 2022 (57,8 pontos) e a média histórica (54,1 pontos), ainda não é para ser comemorado”, complementou.

 

O gráfico abaixo mostra a série histórica do ICEI, que é composto pelo Índice de Condições Atuais, que registrou 45,5 pontos este mês, e o Índice de Expectativas, que marcou 53,9 pontos. Esses números refletem que há expectativas positivas para os próximos meses, mas as condições atuais da economia e das empresas ainda são desfavoráveis.

 

 

O ICEI sinaliza as mudanças de tendência da produção industrial. A pesquisa que coleta as informações necessárias para a construção do ICEI é realizada junto com as Sondagens Industrial e Indústria da Construção.

 

O índice varia de 0 a 100. Valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário e quanto mais acima de 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança. Valores abaixo de 50 pontos indicam falta de confiança do empresário e quanto mais abaixo de 50 pontos, maior e mais disseminada é a falta de confiança.

 

 

Imagem: CNI

 

 

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