A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, em fevereiro, dados que apontam que a produção industrial começou o ano de 2022 em um ritmo cauteloso, seguindo a tendência do 2º semestre do ano passado. Com base no boletim Sondagem Industrial, a produção, o emprego e a utilização da capacidade instalada sinalizaram leve queda de dezembro para janeiro.

 

Entretanto, de acordo com informativo divulgado pela Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei), apesar da nova desaceleração da atividade industrial, as expectativas dos empresários são positivas, mas seguem mais moderadas que em anos anteriores.

 

 

Pesquisa da CNI mostra aumento do interesse em investimentos na indústria

 

Segundo a CNI, todos os resultados seguem acima da linha de 50 pontos, o que indica expectativa de crescimento nos próximos seis meses, ao passo que o índice de expectativa de compras de matérias-primas ficou em 54,1 pontos, mesmo valor registrado em janeiro deste ano.

 

A estimativa traçada pela Sondagem da Indústria apontou que a intenção de investimento em fevereiro de 2022 mostrou crescimento, passando de 57,9 pontos em janeiro de 2022 para 58,2 pontos em fevereiro de 2022. Assim, permaneceu acima da média histórica, de 50,9 pontos, o que revela mais ânimo para os investimentos.

 

Para Paulo Castelo Branco, economista e presidente executivo da Abimei, o aumento da intenção de investimentos é extremamente significativo para a retomada do mercado brasileiro. “Esse resultado indica a retomada do setor, embora ainda estejamos cautelosos em relação aos investimentos e às expectativas, essa já é uma sinalização positiva, diante dos problemas ocasionados pela crise do coronavírus”, comentou.  

 

O interesse por investimentos no setor demonstra que as indústrias brasileiras estão preocupadas com a reindustrialização e investimento em tecnologia de ponta. “A expectativa é que teremos, aqui no Brasil, tecnologia suficiente para produzir produtos manufaturados e abastecer o mercado nacional com tecnologia equiparada ao que está disponível no resto do mundo. Com isso, diminuímos a necessidade de importar produtos acabados para abastecer o mercado, fomentando a economia nacional”, finalizou o economista.

 

 

(Foto: Sondagem Industrial, CNI)


 



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