A francesa Arkema, com escritórios em São Paulo (SP), desenvolveu os nanotubos de carbono de paredes múltiplas da linha Graphistrenght®, que podem ser dispersos em matrizes poliméricas termoplásticas, termofixas ou em elastômeros, conferindo às formulações boas propriedades de dissipação eletrostática (ESD), mesmo com taxas de concentração muito baixas em comparação a outros tipos de aditivos com propostas similares.

 

Os produtos estão disponíveis comercialmente sob diferentes formas, inclusive no mercado brasileiro.

 

O pó aglomerado de nanotubos de carbono Graphistrenght é produzido pela empresa desde 2011 por deposição química na fase de vapor (CCVD), em reator do tipo leito fluidizado, utilizando um sistema catalítico próprio e etanol como matéria-prima. Atualmente são produzidas até 400 toneladas/ ano do material.

 

A partir dos nanotubos são formulados os masterbatches termoplásticos, contendo de 20% a 30% de nanotubos de carbono dispersos em matrizes como poliamida, poliéster ou policarbonato.

 

Já os masterbatches formulados com base em elastômeros contêm de 17% a 40% em peso de nanotubos de carbono de paredes múltiplas, podendo estar dispersos em matrizes de fluoroelastômeros, acrillonitrila e EPDM. Os compostos finais são geralmente formulados na faixa de 1 a 5% em peso de nanotubos de carbono, dependendo do desempenhos desejado para o produto final.




Os concentrados sólidos para serem dispersos em formulações líquidas termofixas podem conter até 45% em peso de nanotubos de carbono, o que oferece flexibilidade de uso ao cliente para formular o teor de nanotubos desejado, também conforme os requisitos do produto final
 

 

Entre as aplicações do masterbatch estão peças técnicas que necessitam de propriedades como condutividade elétrica, entre outras características inerentes aos materiais originários de nanotubos de carbono.

 

Fotos: Arkema
 

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#nanotubosdecarbono  #Graphistrenght



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