O período de adaptação que estamos vivendo tem levado a maioria das empresas a buscar formas de atravessar a crise econômica derivada da pandemia de Covid 19 da maneira mais tranquila possível.

Enquanto os segmentos da transformação de plásticos ligados à produção de bens duráveis enfrentam uma estagnação temporária que poderá ter efeitos bastante sérios, outros setores encontraram na própria crise o seu caminho. Isso tem acontecido com o ramo de embalagens, que se revalorizou em decorrência dos novos hábitos de consumo e dos intensos cuidados de higiene que visam evitar a disseminação da doença.

Já a reciclagem está se reestruturando para seguir operante diante das restrições impostas pelo distanciamento social e a preocupação com a contaminação, mas em breve deverá sentir a maior oferta de material em decorrência do próprio aumento do consumo de embalagens. A manufatura aditiva, por sua vez, se destaca pela agilidade na transição do projeto até a fabricação, prestando grande serviço à fabricação de itens de segurança para profissionais da saúde. E a tecnologia da informação mais do que nunca se fez presente unindo todos esses elos e tornando viável a troca de volumes incomensuráveis de dados para que tudo isso ocorra.

Nós também fazemos parte dessa mudança, apostando mais nos recursos digitais de que tanto temos falado nos últimos anos. Assim, além de seguirmos com a versão impressa, que nesta ocasião, excepcionalmente, reúne as edições de dois meses, intensificamos a publicação de conteúdo em nosso site, que hoje conta com o acréscimo regular de conteúdo classificado em seções que seguem padrão semelhante ao da revista impressa.

No entanto, estamos longe de abrir mão do papel, suporte imbatível quando a tecnologia digital falha. Sua versão digital em pdf pode ser baixada aqui e, como felizmente a vida segue e o trabalho continua a exigir conhecimento e habilidade técnica, publicamos nesta edição um artigo que faz uma revisão dos métodos de ensaio de peças plásticas soldadas (página 22). Outro trabalho (página 34) trata do ajuste de zonas de aquecimento em máquinas extrusoras com o auxílio de controladores digitais visando obter resina fundida com qualidade constante e livre de flutuações decorrentes, por exemplo, da troca de turno de operadores. Entre os guias, tem destaque o que traz informações sobre os fornecedores de resinas recicladas, um segmento cada vez mais capaz de fazer frente a questões de abastecimento de matéria-prima.

Boa leitura!

 

Hellen Corina de Oliveira e Souza

hellen.souza@arandaeditora.com.br



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