O combate à Covid-19 está estimulando empresas brasileiras que atuam em áreas relacionadas ao ramo de plásticos a criarem produtos voltados para o tratamento de doenças respiratórias.

Inspirada em trabalhos realizados na Itália e nos Estados Unidos, a Roboris, sediada em São Paulo (SP), desenvolveu a Bolha de respiração individual controlada (Bric), um invólucro fabricado em plástico transparente flexível resistente a rasgos e equipado com válvulas que permitem o seu acoplamento a sistemas de fornecimento de oxigênio não invasivos, além de sondas.
O design do modelo é semelhante ao de capacetes de mergulho também conhecidos como escafandros; sua altura é de 380 mm e a largura é de 350 mm. Ele é configurado com quatro válvulas de conexão que possibilitam a sua ligação a tubulações, por exemplo, bem como com uma válvula de acesso lateral e suporte cervical com sistema de vedação. Entre os materiais usados na sua confecção estão termoplásticos e elastômeros com propriedades bactericidas, antifúngicas e de resistência à radiação UV.
O engenheiro Guilherme de Souza, presidente da companhia, disse que o volume de produção mensal de Brics poderá chegar a cinco mil unidades e que há interesse em estabelecer parcerias com empresas e instituições do ramo de plásticos. “Além de serem 100% nacionais e produzidos por meio de processos já conhecidos, os capacetes proporcionam um ambiente seguro tanto para pacientes quanto profissionais da área da saúde. Visando à obtenção de melhorias, estamos abertos a novos parceiros que possam contribuir para o combate a essa doença”, concluiu.
Os capacetes foram lançados com a marca Life Tech Engenharia e propostas referentes à formação de consórcios podem ser enviadas para o e-mail contato@lifetecheng.com.br.
Foto: Life Tech Engenharia
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