A pesquisa de empresas especializadas no processo de extrusão da revista Plástico Industrial é atualizada a cada ano, e nesta edição, fechada antes do advento da pandemia da Covid-19, foi feito um levantamento adicional para detectar qual o grau de familiaridade das companhias desse setor com as tecnologias associadas ao conceito de Indústria 4.0, caracterizado pela automação, pela conectividade e pelo uso de dados de sensores para efeito de elaboração de análises e planejamento da produção.

Como pode ser observado no gráfico ao lado, a computação em nuvem foi apontada como recurso associado à indústria 4.0 mais disseminado entre as empresas, seguido pelo uso de sistemas MES (manufacturing execution systems) integrados com ERP (enterprise resources planning), por automação e robótica, impressão 3D, Internet das Coisas (Iot), análise de big data e cibersegurança no ambiente de produção. O único item proposto na pesquisa com o qual nenhuma empresa declarou ter familiaridade foi o uso de sistemas de controle associados ao conceito de aprendizagem de máquina (machine learning).

 

Dentre as participantes, 55% declararam ter intenção de investir nessas tecnologias nos próximos anos, considerando fazer aportes de 1 a 10% de seus faturamentos na implementação desses recursos. O principal obstáculo apontado pelas empresas à sua adoção foi o alto custo do investimento, seguido pela falta de informação e pela falta de mão de obra qualificada. Apenas 18% das respondentes afirmaram não considerar necessária ou não ser prioritária esta atualização tecnológica. Esse pequeno percentual de “resistentes” à adoção de novas tecnologias indica que um olhar voltado para a política industrial, com possíveis planos de fomento associados ao treinamento e qualificação da mão de obra seriam atitudes capazes de elevar o status tecnológico dessas empresas rapidamente para um novo patamar, tendo em vista que 82% delas têm disposição para tanto.

 

Quanto aos recursos de que já dispõem, 18% das participantes informaram já possuir robôs manipuladores em suas instalações. Engajadas na otimização do uso de seus insumos, 73% delas declararam possuir moinhos para recuperação de sobras de processo, revelando ainda utilizarem essas sobras primárias na fabricação de itens como cestos empilháveis, embalagens, sacos para lixo, dutos, chapas, tubos, cabos, vassouras, baldes etc.

O principal ramo de atividade a que estão relacionadas as empresas pesquisadas é o de embalagens, seguido pelo agronegócio, construção civil, automobilístico, brinquedos e lazer, eletroeletrônicos, eletrodomésticos de linha branca, utilidades domésticas e sinalização.

Nas próximas edições das pesquisas vamos sondar os impactos da pandemia nos negócios e nas expectativas das empresas de cada ramo da transformação de plásticos, a começar pelo setor de injeção, cuja atualização será publicada no mês de julho.

O guia atualizado de transformadores por extrusão pode ser consultado aqui.

 

#transformadores por extrusão

 

 

 



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