A pandemia de Covid-19, doença transmitida pelo coronavírus, tem causado estragos na economia mundial em geral. Por outro lado, tem feito fabricantes de produtos voltados para a área de higiene e saúde trabalharem muito mais.

Um exemplo é a Companhia Nacional de Álcool (CNA), com sede em Barueri (SP), detentora das marcas Cooperalcool, Zulu, Zumbi e Da Ilha. Líder no segmento de álcool em gel para higienização de mãos, a empresa fechou o mês de fevereiro com uma demanda cinco vezes superior à sua média histórica, e teve de otimizar o uso de seus recursos produtivos para atendê-la.

O diretor industrial da companhia, Júlio Alonso, informou que a empresa já registra um incremento de 1.700% na demanda em relação ao mês de dezembro, algo inédito em tempos recentes.

No caso do frasco padrão, de 400 g do produto, os níveis de produção saltaram da média de 120.000 frascos/mês, no início de janeiro, para 2.700.000 unidades na primeira semana de março, ainda com possibilidade de aumento.

A empresa possui cinco parceiros para o suprimento de embalagens sopradas e informou que o seu terceiro fornecedor já está com a capacidade produtiva tomada, e prevendo a possibilidade de escassez no mercado de pré-formas.

Já a questão das tampas exigiu uma adaptação: a empresa possuía contrato com fornecedores chineses de tampas do tipo válvula (pump) para os frascos de 400 g, mas diante da escassez derivada da explosão de demanda, deverá usar as do tipo flip top, menos convenientes para frascos dessa capacidade, mas disponíveis no mercado brasileiro.Linha de empacotamento de álcool gel na Companhia Nacional do Álcool

“Este ano é como se tivéssemos dois invernos”, afirmou Julio, referindo-se à estação do ano em que normalmente aumenta a demanda por álcool em gel devido à ocorrência de doenças infecciosas que são características do período. “Até o início de janeiro nós virávamos o mês com estoque em nível suficiente para atender à demanda por três meses. No último dia do mês já não tínhamos mais nada”, informou.

A procura pelo produto explodiu mesmo depois do Carnaval, com o anúncio dos primeiros casos em território nacional, e só não atingiu a companhia de forma dramática porque ela se preparou após a última crise do gênero, registrada em 2016, com os casos de infecção pelo vírus H1N1 no Brasil.

Desde então, a CNA tem modernizado a sua planta industrial e estabelecido planos para lidar com situações de alta demanda. A capacidade instalada da fábrica atualmente é de 4.590.000 frascos/mês, e deverá evitar uma crise de desabastecimento do álcool em gel.

Desde o agravamento da crise do Covid-19 a empresa aumentou em 25% seu quadro de funcionários, intensificou o trabalho de seu segundo turno e deve implementar o terceiro ainda no mês de março. Até o início do ano, o álcool em gel para higienização de mãos representava de 5% a 10% do seu faturamento, mas o atual cenário poderá fazer com que esse índice alcance 25%.

A prioridade da empresa é atender às necessidades do mercado nacional, mas se houver excedente de produção, este poderá ser exportado.

 

Foto:CNA

 



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