Longe da antiga visão de atividade à margem da vida econômica, a reciclagem dos materiais plásticos se profissionalizou e constitui hoje um segmento importante, com alta demanda por tecnologia de produção e de controle da qualidade, tendo como resultado produtos cada vez melhores e capazes de substituir as resinas virgens na fabricação de muitos itens.

 

No atual cenário atípico que tem a pandemia como pano de fundo, com a demanda superando a oferta de matéria-prima, muitos convertedores e fabricantes de produtos plásticos têm encontrado nos recicladores uma fonte relativamente segura para abastecer suas unidades de produção. Este mercado se tornou tão atraente que nem mesmo as grandes produtoras de resina tiveram como ignorá-lo, passando a investir pesado na reciclagem química em grande escala, capaz de revalorizar materiais que antes tinham como destino aterros sanitários.

 

Em artigo publicado na edição de janeiro/fevereiro, compilamos informações sobre o recente desenvolvimento tecnológico e sobre a oferta de equipamentos destinados à reciclagem mecânica. Dedicamos também especial atenção às iniciativas que estão surgindo nas grandes petroquímicas, as quais prometem mudar o cenário mundial da oferta de resina, com produtos oriundos da reciclagem química feita em larga escala, com a vantagem adicional de garantir às grandes marcas que os utilizam um caminho mais curto para atingir metas de sustentabilidade cada vez mais desafiadoras.

 

Esse movimento também dá a certeza de que, críticas à parte, os materiais plásticos não serão tão facilmente banidos das nossas vidas, como postulam alguns radicais. Por isso muito provavelmente a cadeia ligada ao material continuará demandando ferramental para suas atividades. E esses itens constam do novo levantamento de fornecedores de moldes e matrizes, que traz a atualização do perfil das empresas participantes. Por mais que isso desagrade a alguns, os plásticos têm sim, um longo caminho pela frente.

 



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