A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) publicou o levantamento “Perfil Abiplast 2026”, estudo estatístico que mapeia a estrutura e o desempenho da cadeia produtiva de transformados e da reciclagem de plásticos no Brasil. O documento dimensiona o panorama produtivo e econômico do setor, consolidando dados sobre capacidade instalada, consumo de resinas e avanços na economia circular.

 

Conforme os dados apurados, o parque fabril brasileiro conta com 13,02 mil empresas transformadoras e 1,83 mil recicladoras, soma que gera cerca de 409,4 mil empregos diretos no País. O volume total de transformados plásticos processados atingiu 7,56 milhões de toneladas em 2025, enquanto o consumo aparente alcançou 8,28 milhões de toneladas, movimentando R$ 161,9 bilhões em faturamento na transformação. Os principais mercados consumidores do produto transformado permanecem sendo a construção civil e o setor de alimentos, seguidos por artigos de comércio/varejo e automotivo.

 

A matriz de matérias-primas reúne commodities termoplásticas, polímeros de engenharia, resinas recicladas e biopolímeros. A resina plástica mais consumida foi o PP (20,3%), seguido por PEBDL (15,6%), PEAD (14,4%), PVC (14,1%), plásticos reciclados pós-consumo (PCR, com 10,8%, PET (8,5%), PEBD (6,4%) , PS (5,2%), EPS (2,8%). Os polímeros de origem biológica (biobased) somaramm 0,2% do total de resinas consumidas. Entre os processos de transformação, a extrusão é o que processou maior volume de resina (61%), seguido por injeção (25%), termoformação (7%), produção de espumas (4%) e rotomoldagem (2%).

 

O setor de reciclagem de plásticos atingiu uma capacidade instalada de 2,39 milhões de toneladas por ano, processando 1,63 milhão de toneladas de resíduos pós-consumo e gerando 1,064 milhão de toneladas de resina reciclada pós-consumo (PCR), além de 352 mil toneladas de resina reciclada pós-industrial (PIR). A estrutura produtiva da reciclagem gera 17,05 mil empregos diretos e destina a resina PCR prioritariamente aos segmentos de alimentos e bebidas (147 mil t), higiene/cosméticos/limpeza (124 mil t) e construção civil/infraestrutura (102 mil t). O índice de reciclagem pós-consumo por resina alcança 49,2% para o PET, 30,2% para o EPS, 29,5% para o PEAD e 21,3% para o PP, impulsionado por sistemas de rastreabilidade como o Recircula Brasil.

O levantamento completo pode ser baixado aqui.

 

Imagem: Abiplast

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