Hellen Souza, da redação


 

A Gaia Biomaterials (Suécia), representada no Brasil pela MFI Polymers (São Paulo, SP), passou a oferecer para o mercado sul-americano a sua linha de bioplásticos compostáveis Biodolomer, formulações à base de polibutileno adipato tereftalato (PBAT) combinadas com matérias-primas de fonte renovável e cargas minerais. A parceria atende à crescente demanda da indústria de transformação plástica por alternativas de menor pegada de carbono.


Os compostos são projetados para o processamento em equipamentos convencionais de extrusão de filmes tubulares e planos, e também injeção, sem a necessidade de adaptações estruturais complexas em roscas ou matrizes. Para assegurar a estabilidade e conter a degradação térmica do polímero, recomenda-se o controle rigoroso da umidade por meio da secagem prévia da resina, além da observação das janelas de temperatura especificadas para cada grau.

 

Em termos de propriedades mecânicas e térmicas em embalagens flexíveis, os materiais da Gaia equilíbram processabilidade, resistência e flexibilidade. Podem ser usados aditivos com funções específicas, a exemplo dos masterbatches de grafeno, que aumentam a resistência à tração e as propriedades de barreira. A linha conta com certificações internacionais de compostabilidade, como TÜV Áustria. O apoio para adequação normativa no Brasil fica a cargo da MFI Polymers.

 

A estratégia de ação no mercado nacional prioriza os segmentos de embalagens flexíveis compostáveis, sacos para resíduos orgânicos, filmes agrícolas (mulching) (foto ao lado), embalagens para alimentos, produtos injetados e monofilamentos para aquicultura.

 

O suporte técnico em território brasileiro engloba o acompanhamento na seleção de materiais, testes de qualificação, ajustes de parâmetros de processo e homologação das resinas nas empresas transformadoras. Já a viabilidade comercial dos compostos está baseada principalmente no valor associado à estratégia ESG das marcas e na conformidade regulatória.


O suprimento inicial do mercado será feito via importação direta dos compostos. No entanto, de acordo com o comportamento da demanda, poderão ser criados produtos para atender expectativas locais e a expansão da tecnologia será avaliada pela Gaia, em conjunto com a MFI.


 

Imagens: Gaia

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