O setor de duas rodas brasileiro está encerrando o ano em trajetória de expansão, de acordo com as projeções da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Importante consumidora de chapas e tubos metálicos conformados, essa indústria tem tido bom desempenho em 2025, com crescimento de produção, aquecimento do varejo e reforço do papel das motocicletas de baixa cilindrada e bicicletas elétricas na mobilidade urbana.


Para o segmento de motocicletas, a associação revisou para cima sua estimativa anual e agora prevê a produção de 1,95 milhão de unidades no Polo Industrial de Manaus (PIM), alta de 11,5% em relação a 2024 e melhor resultado desde 2011. No mercado de bicicletas, a nova projeção aponta para 330 mil unidades sendo produzidas em 2025 no PIM, acima da previsão anterior de 320 mil, reforçando um ciclo de crescimento considerado sustentável pela entidade.

 

As revisões refletem o forte desempenho de 2025 até o mês de setembro. No acumulado dos nove primeiros meses, a indústria fabricou 1.496.169 motocicletas, crescimento de 13,1% em relação ao mesmo período do ano anterior e terceiro melhor resultado da série histórica para esse intervalo. No recorte mensal, setembro registrou 169.206 unidades produzidas, avanço de 17,4% em relação a setembro de 2024 e melhor desempenho para o mês desde 2011, ainda que 9% abaixo de agosto, apresentando uma correção após picos de produção.

 

A estrutura da produção segue ancorada em modelos de baixa cilindrada, que responderam por 79,4% das motocicletas fabricadas em setembro, com 134.415 unidades. Na sequência, vieram as motocicletas de média cilindrada, com 29.534 unidades (17,5%), enquanto os modelos de alta cilindrada somaram 5.257 unidades, correspondendo a 3,1% da produção mensal.

 

No varejo, as perspectivas também são positivas: a Abraciclo projeta emplacamentos de 2,1 milhões de motocicletas em 2025, o que representa alta de 11,9% sobre o ano anterior, acima da estimativa anterior de 2,02 milhões. Nas exportações, a projeção foi mantida em 35 mil unidades para o ano, aumento de 13% em relação a 2024, reforçado em um salto de 23,6% no acumulado até setembro e embarques 208,7% maiores em setembro ante igual mês do ano anterior.

 

Bicicletas elétricas em alta

 

No segmento de bicicletas, a Abraciclo espera encerrar 2025 com produção de 330 mil unidades no PIM, apoiadas em portfólio mais diversificado e demanda crescente, especialmente a partir do quarto trimestre, impulsionado por datas como Dia das Crianças, Black Friday e Natal. De janeiro a setembro, foram produzidas 270.050 bicicletas, 2,9% abaixo de 2024, mas com forte avanço das elétricas, que chegaram a 33.334 unidades e cresceram 144,8% no período, passando a responder por 12,3% da produção, ante 4,9% no ano anterior.

 

Diante da crescente demanda por soluções de mobilidade sustentáveis, econômicas e eficientes, as bicicletas elétricas têm tido participação ampliada no mercado, sendo usadas sobretudo nos grandes centros urbanos. “Os consumidores têm optado pela bicicleta elétrica como alternativa para deslocamentos ágeis no cotidiano, evitando congestionamentos, reduzindo custos e colaborando para a mitigação dos impactos ambientais”, ressaltou Fernando Rocha, vice-presidente do segmento de bicicletas.

 

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Imagem: Shutterstock


 


 

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