A Global PET (São Carlos, SP), especializada na reciclagem de PET, está ampliando a sua capacidade produtiva de 1.500 para 2.500 toneladas /mês de resina reciclada pós-consumo (PET-PCR) e investindo em novos equipamentos tendo em vista, simultaneamente, melhorar a qualidade do material que fornece.

O mercado-alvo da empresa até agora tem sido o segmento de embalagens para cosméticos, higiene pessoal e limpeza, mas os investimentos nas instalações para processamento e na consequente melhoria da qualidade da resina já estão ocasionando mudanças nesse cenário. De acordo com Irineu Bueno, diretor da empresa, nos próximos meses a demanda do setor alimentício passará a ser mais representativa que a dos demais.

A empresa já vinha fornecendo seu PET-PCR para a fabricação de frascos de cosméticos de empresas como a Natura e a Unilever. Esta última utiliza a resina nas embalagens da Love Beauty and Planet, sua linha de cosméticos que segue orientação ambientalmente amigável, cumprindo requisitos como o uso de matérias-primas de fontes renováveis, sem realização de testes em animais e, sobretudo, o envase em frascos feitos com material 100% reciclado.

A conquista desses mercados pela Global PET se deve à vocação de oferecer um atendimento totalmente individualizado a seus clientes, com possibilidade de desenvolvimento de formulações sob medida em termos de viscosidade e coloração.

As instalações da empresa contam hoje com um sistema de lavagem desenvolvido internamente, que consome apenas 300 ml de água por quilograma de flake. A classificação é feita por radiação próxima da infravermelha.

A secagem dos flocos de garrafas PET também foi renovada, substituindo-se o método por convecção de ar seco por uma nova tecnologia que utiliza radiação infravermelha para o aquecimento e secagem. Para adotá-la, a Global PET contou também com o apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por meio do qual foi avaliada a eficiência do método.

A extrusão dos grânulos é feita em máquinas de dupla rosca cônica, que proporcionam menor índice de cisalhamento, evitando a degradação por fadiga do material. A filtragem tem precisão na faixa de 58 micra, assegurando um material com garantia de qualidade para conquistar inclusive a indústria de alimentos. Ao final, toda a resina é submetida ao processo de pós-condensação em bateladas, que proporciona um alto grau de descontaminação, atendendo a RDC-20/2008 da ANVISA, com garantia de exatidão na viscosidade intrínseca e regularidade de cor nos lotes de resina.

 

 



Mais Notícias PI



Sachês pós-consumo transformados em itens esportivos

Projeto que integra a Boomera e a marca Nescau resultou na reciclagem de resina pós-consumo, proveniente de embalagens flexíveis, em itens esportivos, os quais foram doados a organização beneficente.

14/01/2022


Empresa supera sua meta de uso de material reciclado

A SC Johnson superou sua meta de uso de 15% de plástico reciclado em suas embalagens quatro anos antes do previsto e, agora, quase dobra a aposta para usar 25% até 2025.

12/01/2022


Alta da produção de resinas recicladas nos últimos anos

Mais de um milhão de toneladas de resinas recicladas foram produzidas em 2020 no Brasil, de acordo com levantamento da MaxiQuim. Também foi percebido aumento do consumo de resíduos plásticos entre 2019 e 2020.

07/12/2021