Os negócios no ramo de aços estão sendo influenciados pelos desdobramentos do conflito que já ocorre há mais de um mês em território ucraniano.
A alta dos preços dos aços prevista para os próximos meses, puxada pelo aumento dos preços dos combustíveis e de outros produtos, é uma das consequências decorrentes do impasse que assola aquela região.

No Brasil, o mercado de aços também está atento aos movimentos dos segmentos que compõem essa cadeia em âmbito global. Em meio à atual situação, sugestões sobre como amenizar o impacto do aumento de preços dos metais são muito bem-vindas, e algumas delas já estão no radar de um distribuidor de semi acabados metálicos.
Um caminho que poderia amenizar o repasse dos custos desses materiais aos clientes seria fornecer aços já processados como, por exemplo, barras e blocos usinados, fresados, furados e/ou tratados. Isso foi sugerido por Giovanni Marques da Costa, gerente de marketing da Açovisa, companhia que comercializa barras de aço laminadas, trefiladas e forjadas, e que presta serviços para a área, com sede em Guarulhos (SP).
De acordo com ele, o “impacto do aumento do valor dos combustíveis no Brasil no frete do aço será imediato. Essa terceirização para o cliente reduz um pouco o impacto dos aumentos, agregando serviços ao material bruto”.
Em comunicado à imprensa, o executivo mencionou ainda alguns outros fatores relacionados ao conflito entre Rússia e Ucrânia que estão influenciando a rotina do ramo de aços no Brasil. Segundo ele, os dois países “são importantes produtores mundiais de aço, porém estão impossibilitados de exportar, fato que, isoladamente, já altera o valor de diversos produtos”.
Giovanni concluiu seus comentários sobre este assunto com uma colocação sobre as consequências da interrupção das atividades do mercado de aço nos dois países: “como consequência disso, outros países que produzem aço passaram a ser mais procurados. O Brasil está nessa lista e, consequentemente, passou a exportar mais”.
Imagem: Canva.com
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