Os fabricantes de máquinas estão otimistas com o futuro do setor no Brasil. De acordo com pesquisa divulgada em fevereiro pela ABIMAQ, os empresários pretendem investir mais de R$ 6,7 bilhões este ano. O montante representa uma alta de 31,6% em relação ao volume investido em 2020, que atingiu R$ 5,1 bilhões – valor 32,8% menor do que foi previsto anteriormente. 

O levantamento revela que 36% dos investimentos esperados para este ano devem ser direcionados para o aumento da capacidade industrial, 34,2% para a modernização tecnológica, 21,9% para a reposição de maquinário depreciado e 8% em outras áreas. O objetivo, de acordo com os fabricantes ouvidos pela associação, é ampliar o parque industrial e os pontos de trabalho para atender ao aumento das encomendas. 

Outro número positivo indicado pelo estudo é que as grandes empresas estão mais dispostas a investir neste ano: o levantamento aponta que 59% querem realizar aportes no setor. Este desejo também é compartilhado por 41,3% das companhias de médio porte e 34,9% das micro e pequenas. Para que tais expectativas se concretizem, a ABIMAQ ressalta que o poder público precisa tomar atitudes como a redução da insegurança jurídica, da burocracia e do Custo Brasil, além da simplificação da carga tributária e a realização de uma campanha de vacinação em massa contra a Covid-19.



Mais Notícias MM



Automação será estratégica na manufatura, aponta estudo da PwC

Estudo de Price Waterhouse apontou que as empresas do setor industrial “preparadas para o futuro” deverão atingir 65% de automatização de processos até 2030. Robótica é ponto central.

02/03/2026


Atividades industriais tiveram desempenho estável em 2025

Dados da CNI sobre o faturamento da indústria em 2025 apontam queda no mês de dezembro e uma ligeira variação positiva em relação a 2024, o que configura estabilidade. Cautela nos investimentos em 2026 pode ser uma consequência deste quadro.

11/02/2026


Chinalco e Rio Tinto compram a CBA da Votorantim

A Votorantim vendeu a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) para uma joint venture formada pela chinesa Chinalco e pela anglo-australiana Rio Tinto, que pagarão R$ 4,69 bi por 68,6% de participação.

02/02/2026