O relatório Global Industrial Manufacturing Sector Outlook, da britânica Price Waterhouse
(PwC), divulgado no final de fevereiro, aponta que o número de fabricantes industriais em nível global que esperam automatizar seus processos vai saltar dos atuais 18% para 50% em 2030.
O estudo, que entrevistou 443 executivos seniores em 24 regiões, constatou que a indústria manufatureira global, avaliada em US$ 16 trilhões, encontra-se em um momento histórico, com a inteligência artificial e outras tecnologias avançadas, a automação e a convergência industrial criando novas oportunidades de crescimento e produtividade.
Empresas classificadas como "preparadas para o futuro" (as 20% mais ágeis e inovadoras) deverão atingir um nível de 65% de processos altamente automatizados, o que sinaliza a urgência da modernização do chão de fábrica.
A aplicação de tecnologias avançadas será liderada pelas áreas de produção e operações, seguidas pelo projeto e desenvolvimento de produtos, com taxas de uso intensivo de sistemas automatizados projetadas em 76% e 72%, respectivamente.
O estudo diferencia os objetivos estratégicos das empresas: enquanto a inteligência artificial é vista de forma equilibrada como motor de crescimento e produtividade, a robótica é o alvo mais importante (78%) na busca por eficiência produtiva. Para o setor metalmecânico, isso implica em investimentos mais assertivos em braços robóticos e células de usinagem voltadas para o ganho de escala e redução de custos.
Uma mudança estrutural importante para os fabricantes de equipamentos é a migração da receita para além do núcleo tradicional de produtos. Até 2030, estima-se que 44% do faturamento venha de serviços integrados e soluções inteligentes e conectadas. O modelo de negócio está evoluindo da simples venda de máquinas para a oferta de equipamentos flexíveis e sistemas baseados em resultados.
O relatório destaca ainda que o sucesso dessa transformação depende menos da aquisição de hardware e mais da cultura organizacional. A lacuna entre empresas líderes e as demais reside na capacidade de implementar inovação internamente: 75% das empresas preparadas para o futuro utilizam processos de tomada de decisão orientados por dados. Para o gestor industrial, a mensagem é clara: o desenvolvimento de novas capacidades internas, a autonomia das equipes e a tolerância ao risco estratégico serão os pilares da competitividade na manufatura da próxima década.
Imagem: IA / Gemini
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