A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) anunciou a venda de seu controle acionário para um consórcio formado pela Aluminum Corporation of China Limited (Chalco/Chinalco) e pela anglo-australiana Rio Tinto, conforme fato relevante divulgado em 29 de janeiro.

O negócio envolve a alienação integral da participação da Votorantim SA, hoje acionista controladora da CBA, correspondente a 446,6 milhões de ações, equivalentes a 68,596% do capital social total e votante. Uma vez concluída, a transação resultará na transferência do controle da companhia para os novos investidores.
O preço base acertado foi de 10,50 reais por ação, o que leva o valor total da participação vendida a aproximadamente 4,69 bilhões de reais, que serão pagos na data de fechamento da operação, mas poderá oscilar em função de variáveis financeiras até a conclusão do negócio. O montante ainda será ajustado pela variação do CDI entre a assinatura do contrato e o fechamento, sendo também limitado por eventuais distribuições de dividendos, juros sobre capital próprio, recompras, resgates de ações ou reduções de capital em favor da Votorantim desde junho de 2025.
O fechamento da transação depende do cumprimento de condições consideradas usuais em operações dessa natureza, incluindo aprovações no Brasil, junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e em jurisdições como China, Alemanha, Coreia do Sul e Uruguai. O contrato prevê ainda que Chalco/Chinalco e Rio Tinto deverão lançar uma oferta pública (OPA) das ações remanescentes.
Do lado dos compradores, o fato relevante destaca o peso estratégico do consórcio no mercado global de metais. A Chalco é apresentada como um dos maiores grupos integrados de alumínio do mundo, participando de toda a cadeia, da mineração à geração de energia. Já a Rio Tinto é descrita como líder global em mineração e materiais, com operações em 35 países e forte presença em alumínio, minério de ferro, cobre e minerais críticos.
Imagem: CBA
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