Mesmo com todas as dificuldades impostas pela pandemia do coronavírus, a receita líquida do setor de máquinas e equipamentos cresceu 5,1% em 2020 em relação ao ano anterior, atingindo a marca de R$ 144,5 bilhões, segundo dados coletados pela Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos). Em dezembro, o volume foi de R$ 13,4 bilhões, 36,7% superior ao mesmo período em 2019. 

De acordo com a associação, parte destes bons resultados se deve à forte expansão nas vendas para o mercado brasileiro, especialmente no segundo semestre. Para se ter ideia, em dezembro os negócios internos arrecadaram 50,9% a mais do que em dezembro de 2019. No acumulado do ano passado, a alta foi de 11%, com destaque para os segmentos de máquinas para madeira, alimentos, refrigeração e outros bens de consumo.

Em relação às negociações com outros países, o último mês de 2020 apresentou a primeira alta desde o início da pandemia, ainda que tímida. As exportações em dólar aumentaram 0,9% na comparação interanual, dando fim a uma longa sequência de quedas consecutivas, que culminaram em um recuo de 23,7% de janeiro a dezembro. Para a Abimaq, a reversão de quadro apresentada no fim do ano tem tudo para representar uma mudança positiva neste cenário, solidificando a expectativa de alta para os meses a seguir

A entidade também acredita que as importações de máquinas e equipamentos também devem subir ao longo deste ano. Embora o volume registrado em 2002 tenha sido negativo em 5,7%, impulsionado principalmente pelas sucessivas quedas entre março e outubro, dezembro foi bem melhor: no comparativo com o mesmo período de 2019, o crescimento registrado foi de 11,9%. Por isso, a expectativa do setor é de que a tendência de alta permaneça no futuro próximo, com muitas oportunidades sobretudo no segmento  infraestrutura em virtude da expansão de projetos de parcerias público-privada.



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