Atualmente são manipulados em torno de 40 trilhões de gigabytes de dados, e uma boa parte deles diz respeito a hábitos e necessidades de consumidores, assim como informações sobre como eles traçam suas decisões de compras, inclusive no segmento business to business (B2B). Ou seja, há espaço para a ciência de dados também na forma como o seu cliente decide ou não apostar em um produto que a sua empresa fabrica.Obter inteligência e conclusões dessa avalanche de informações é um desafio, e descobrir como uma empresa pode passar a ser movida a dados foi o objetivo de uma pesquisa elaborada pelo Capgemini, instituto de pesquisas de origem francesa, com ênfase em consultoria nas áreas de transformação digital, tecnologia e engenharia.
O instituto elaborou um relatório denominado “A empresa movida a dados: por que as organizações devem fortalecer seu domínio de dados”, em que foram entrevistados 500 executivos de tecnologia e 500 executivos de negócios. Foram conduzidas entrevistas detalhadas com mais de 15 executivos e examinada a relação entre o domínio dos dados e o desempenho financeiro das organizações. Uma das conclusões é que as organizações ainda têm muito a percorrer quando se trata de tomada de decisões e ações baseadas em dados, com apenas 39% transformando insights baseados em dados em uma vantagem competitiva de fato. Isso pode ocorrer porque apenas 20% dos executivos de negócios confiam em seus dados, geralmente por serem de baixa qualidade. A pequena minoria que o faz, no entanto, desfruta de uma vantagem significativa de desempenho em relação ao restante, vendo rentabilidade até 22% maior e receita 70% maior por funcionário. Estas, de acordo como estudo, são as "Data Masters".
As Data Masters sabem como usar dados para proteger os resultados de seus negócios. São capazes de transformar dados e insights em ações porque têm a infraestrutura, governança e operações necessárias. Além disso, sabem como aproveitar dados externos e aprimorar suas percepções, para obter alguma vantagem a partir deles. Ou seja, não basta apenas ter os dados. É necessário confiar neles e saber como usá-lo. O relatório completo, em inglês, pode ser baixado aqui.
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