Pesquisas avançadas realizadas pelo CISSA – Centro Integrado de Segurança em Sistemas Avançados –, Centro de Competência Embrapii em Segurança Cibernética operado pelo CESAR, situado em Recife (PE), estão permitindo o aprimoramento de sistemas de inteligência para combater ameaças cibernéticas e para proteção e privacidade de dados, inclusive no ambiente industrial.

Os estudos abrangem a gestão de identidade e acesso, aspectos legais, éticos e comportamentais, assim como criptografia pós-quântica e segurança de inteligência artificial (IA). O objetivo da instituição é otimizar tecnologias facilitadoras da produção e gestão de dados, alinhadas aos conceitos da Indústria 4.0, as quais fazem parte da rotina do setor metalmecânico, por exemplo.
Os trabalhos seguem quatro linhas de pesquisa multidisciplinares:
Gestão de identidade e acesso (IAM) tem como objetivo garantir que pessoas autorizadas tenham acesso aos recursos disponíveis. As pesquisas vão além da simples autenticação, explorando temas de fronteira como as identidades auto soberanas e desenvolvendo mecanismos para proteger dados sensíveis em setores críticos.
Proteção e privacidade de dados (DPP) é voltada para a criptografia pós-quântica (CPQ), com ênfase no desenvolvimento e otimização de algoritmos com capacidade para operar conforme os requisitos do processamento quântico. Isso envolve, por exemplo, sensores de IoT em infraestruturas críticas (energia, óleo e gás).
Inteligência para ameaças cibernéticas (CTI) visa prevenir, detectar e responder a ameaças antes que elas causem danos significativos. Abrange a criação de modelos para identificar comportamentos anômalos e degradantes que possam indicar uma ameaça interna (insider threat).
Aspectos legais, éticos e comportamentais (ALEC): sabendo que a tecnologia por si só não garante a segurança, essa linha de pesquisa se aprofunda no fator humano, estudando desde a psicologia por trás de ataques de engenharia social e phishing até a usabilidade de soluções de segurança. O objetivo é criar estratégias, processos e uma cultura de conscientização que tornem as pessoas a primeira e mais forte linha de defesa.
“Nossa prioridade é antecipar os desafios da cibersegurança e não apenas reagir a eles, sendo essencial que nossa atuação seja holística. Avançamos em frentes técnicas cruciais como a criptografia pós-quântica e a segurança de modelos de IA, que são a base da proteção futura. Ao mesmo tempo, com a inteligência contra ameaças, criamos mecanismos para identificar riscos antes que se materializem, mas a tecnologia sozinha não é suficiente”, comentou Georgia Barbosa, gerente executiva do CISSA.
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Imagem: CESAR/Divulgação.
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