Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Metropolitana de Tóquio, Japão, propõe um método catalítico para a reciclagem química exclusiva de resíduos de poli(tereftalato de etileno) (PET
).
A técnica consiste no desenvolvimento de um sistema catalítico de ferro (cloreto de ferro III), que demonstrou um desempenho superior, operando em temperaturas moderadas (120–180 °C) e sem a necessidade de ácidos ou bases fortes. O processo é baseado na transesterificação com álcool, convertendo quimicamente os resíduos de PET em suas matérias-primas originais, como o tereftalato de dimetila (DMT) e outros diésteres.
A conversão se revelou altamente eficiente, alcançando taxas de recuperação que variam de 99,7 a 99,9%, mesmo quando o processo foi testado em escala ampliada.
Uma característica crucial do método é sua capacidade seletiva. O catalisador à base de ferro permite a despolimerização seletiva do PET mesmo quando misturado com outros tipos de plásticos ou resíduos têxteis, por exemplo.
A capacidade de isolar e processar o PET é fundamental para a viabilidade industrial, pois simplifica o pré-tratamento dos resíduos sólidos e assegura a pureza dos monômeros recuperados, que podem ser reutilizados diretamente para fabricar PET novamente.
O artigo completo está disponível aqui.
__________________________________________________________________________________
Assine a PI News, a newsletter semanal da Plástico Industrial, e receba informações sobre mercado e tecnologia para a indústria de plásticos. Inscreva-se aqui.
___________________________________________________________________________________
Imagem: Shutterstock
Leia também:
Mais Notícias CCM
Boeing e Syensqo renovam acordo para fornecimento de compósitos em apoio a programas comerciais e de defesa.
16/03/2026
Parceria da Clariant com a Borealis e o instituto SINTEF resultou na remoção de contaminantes de óleo de pirólise, convertendo quimicamente resíduos de difícil reciclagem em materiais de alta pureza com propriedades equivalentes às de poliolefinas virgens.
16/03/2026
Com aporte de 111 milhões de euros, a nova unidade da empresa finlandesa vai ter capacidade de 150 mil toneladas anuais. A companhia defende a revisão das regras da União Europeia para garantir que o refino químico seja contabilizado nas metas globais de conteúdo reciclado.
16/03/2026