Com a finalidade de atualizar o guia de transformadores por extrusão, a revista Plástico Industrial realiza anualmente uma sondagem adicional junto a estas empresas, procurando identificar tendências em termos de mercado, negócios e atualização tecnológica.

 

A pesquisa deste ano foi baseada em um universo de 36 empresas que fornecem para segmentos diversos ao mesmo tempo, visando compensar efeitos de sazonalidade na demanda. Por ordem de relevância, a clientela dos transformadores por extrusão se concentra nos segmentos de embalagens (64% das empresas produzem esse tipo de item); agroindústria (50%); indústria automobilística (42%); construção civil (36%); brinquedos/lazer, eletrodomésticos de linha branca e utilidades domésticas (atendidos por 25% das empresas); sinalização (19%); eletroeletrônicos (14%) e setores diversos, item assinalado por 56% das respondentes, que mencionaram atender nichos como metalurgia, alimentos, iluminação, equipamentos hospitalares, móveis, automação, refrigeração e esportes & aventura.

 

Este ano o segmento de construção civil, que já ocupou o segundo lugar em importância para os transformadores por extrusão, caiu para a quarta colocação, o que indica a maior pulverização da clientela. E mesmo diante da retomada de programas governamentais de habitação popular como o Minha Casa Minha Vida, apenas 8% das pesquisadas informaram ter notado aumento de demanda neste setor em decorrência desses programas.

 

Questionadas sobre o uso de resinas recicladas, 56% das empresas responderam de forma afirmativa, número bastante próximo do apurado na edição de 2023 (56,25%). Dentre os itens fabricados com esse tipo de insumo estão sacos, sacolas, envelopes para mudas de plantas, tubos, eletrodutos e embalagens para produtos não alimentícios.

 

Indústria 4.0

 

As tecnologias facilitadoras da indústria 4.0 estão em fase de disseminação no País, e 58% das empresas pesquisadas informaram ter em uso algum recurso que se enquadra nesta definição. Os mais populares são computação em nuvem, automação e robótica, sistemas MES integrados com ERP, impressão 3D, Internet das Coisas (IoT), análise de big data no ambiente de produção, cibersegurança e sistemas de controle associados à aprendizagem de máquina (machine learning) e inteligência artificial.

 

O mesmo percentual de empresas (58%) informou ter interesse em investir nessas tecnologias no horizonte de 2 a 5 anos, destinando de 2 a 20% do seu faturamento a essa tarefa. A informação necessária para efetivar esses investimentos é buscada em universidades e institutos de pesquisa, em associações de classe, em consultorias especializadas e junto a parceiros comerciais.

 

Na opinião da maior parte das pesquisadas, o principal fator que impede o investimento mais intenso nas novas tecnologias é o seu alto custo, seguido pela falta de pessoal capacitado, pelo receio quanto à integração às tarefas fabris já existentes e ao fato de, em alguns casos, considerarem desnecessária a atualização tecnológica.

 

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Imagem: Zyabich family / Shuttersock


 

 

 

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